O piloto que fez um pouso forçado na zona rural de Rio Sono, com uma aeronave carregada com cerca de 420 kg de cocaína, vai ter que cumprir condenação de 14 anos por tráfico de drogas em regime fechado. Donizete Veríssimo Dias, de 54 anos, chegou a ser preso no Tocantins e liberado três meses depois. Mas nesta terça-feira (11) teve a regressão do regime de pena e voltou para a prisão no Mato Grosso do Sul.
O flagrante aconteceu à aeronave aconteceu no dia 6 de janeiro deste ano. As drogas foram encontradas no avião depois que Donizete fez um pouso de emergência em uma fazenda do município. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal ainda em janeiro e no dia 30 de abril conseguiu a liberdade provisória.
O g1 e a TV Anhanguera tentaram contato com a defesa de Donizete, mas não houve retorno.
O mandado de prisão foi cumprido por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (Ficco/TO) em uma chácara que fica na zona rural do município de Vicentina (MS), durante a manhã.
Donizete tem condenação de 14 anos, dois meses e 15 dias de prisão em regime fechado pro crime anterior ao registrado no Tocantins. Após ser preso, ele conseguiu a liberdade provisória no dia 30 de abril deste ano, concedida pela Justiça Federal do Tocantins, em Palmas.
Como estava cumprindo pena em regime aberto quando foi preso em Rio Sono, a 1° Vara da Comarca de Fátima do Sul (MS) entendeu que Donizete é reincidente no crime de tráfico de drogas e decidiu pela regressão do regime de cumprimento de pena, do regime aberto para o fechado. Por isso um novo mandado de prisão foi expedido e cumprido nesta terça-feira. O local onde ele será recolhido não foi informado.
Uma denúncia anônima levou a PM até o local onde Donizete fez o pouso forçado por falta de combustível. O piloto, segundo a investigação, ainda acionou um sistema clandestino para abastecer em pleno voo. Ele teria tentado utilizar um galão com combustível, que na hora não funcionou.
A aeronave estava lotada de tabletes de cocaína. De acordo com a polícia, os bancos foram retirados para caber a quase meia tonelada de entorpecentes.
Na época, ele confessou que pegou a droga em Corumbá, no Mato Grosso do Sul (MS) e levaria até uma propriedade rural de uma cidade do Tocantins. Natural de Ponta Porã (MS), Donizete já já respondia por tráfico de drogas.
Em depoimento, ele também contou que contou que recebeu R$ 20 mil para fazer o transporte da droga e valor teria sido pago antecipadamente por pix.
Após ser preso, ele foi levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas e toda a droga foi apreendida. No dia 30 de abril, foi cumprido o alvará de soltura e Donizete ficou livre da prisão.
O avião do tipo monomotor teve parte da sua estrutura metálica comprometida e a parte frontal ficou retorcida. No impacto o piloto foi encontrado pelos militares com escoriações.
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