Justiça Tocantins
Homem é condenado após ameaçar dizer que ex-companheira teria falsa infecção sexual para ninguém se relacionar com ela
Caso aconteceu em Taipas e vítima tinha medida protetiva contra acusado, que foi descumprida com as ameaças e gerou a condenação na Justiça.
18/06/2024 08h46
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: g1 Tocantins

Um homem de 47 anos foi condenado pela Justiça por descumprir medida protetiva e fazer ameaças contra ex-companheira, com quem conviveu por 15 anos. Em uma delas, ele teria dito que iria divulgar que ela tinha infecção sexual com o objetivo de fazer com que a vítima não conseguisse outros relacionamentos.

O caso aconteceu na cidade de Taipas, no sudeste do estado, e o condenado terá que cumprir 3 meses de detenção em regime aberto e outras medidas judiciais.

Conforme o Tribunal de Justiça, ele estava proibido de manter qualquer contato ou se aproximar da vítima após o fim do relacionamento. As ameaças que envolveram a mentira aconteceram em novembro de 2023, quando ele desobedeceu a decisão judicial e mandou mensagem para a ex por meio do WhatsApp, durante a madrugada.

Pouco antes das mensagens, a mulher chegou a ser abordada por outra pessoa quando estava em uma 'seresta' na cidade. A pessoa jogou um copo de cerveja nela, afirmando agiu a mando do ex-companheiro da vítima.

A denúncia ainda cita que o acusado telefonou e mandou mensagens várias vezes para a mulher e como ela não atendeu, disse que iria espalhar na cidade que ela tem uma Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) 'para que ninguém se arriscasse a ficar com ela'.

A decisão é do juiz Jossanner Nery Nogueira Luna, da Comarca de Dianópolis, e foi publicada nesta segunda-feira (17). O magistrado considerou a condenação já que desobedecer qualquer forma de aproximação configura crime de descumprimento de medidas protetivas, conforme a lei Maria da Penha.

Além dos três meses de prisão em regime aberto, o réu terá que participar de recuperação e reeducação oferecido pelo Tribunal de Justiça, que consiste em palestras educativas e grupos de discussão sobre violência doméstica e familiar.