O laudo com as causas das mortes da técnica de enfermagem Karle Cristina Vieira Bassorici e do filho Lorenzo foi concluído pelo Instituto Médico Legal (IML). Os dois morreram após parto no Hospital Maternidade Dona Regina e a família denunciou a falta de médicos especialistas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a mãe morreu por conta de um tromboembolismo pulmonar.
A morte de Karle aconteceu no dia 30 de outubro. Grávida de 38 semanas, ela foi ao Dona Regina na noite anterior por volta das 21h30, com queixa de febre e dores lombares, segundo a família. Ela recebeu medicação e foi liberada.
No dia seguinte, a técnica de enfermagem voltou à unidade com dores com sangramento. Foi feito o parto, mas o bebê teria nascido sem vida, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Ela morreu horas depois e o marido pediu justiça para que a situação não aconteça com outra família.
A SSP informou que o Boletim de Ocorrência foi registrado pela família e um inquérito policial foi instaurado para apuração de eventual crime de homicídio culposo. O laudo com as causas das mortes foi feito pelo Instituto Médico Legal (IML).
As investigações continuam em andamento e o delegado responsável segue coletando informações e provas para esclarecer as circunstâncias das mortes e adotar as medidas cabíveis.
Tanto o Ministério Público Estadual (MPE) como o Conselho Regional de Medicina fizeram vistorias no Hospital e Maternidade Dona Regina. Foram apontados problemas estruturais e grande volume de trabalho para poucos profissionais nas escalas.
O MPE entrou com uma Ação Civil Pública pedindo que o Estado regularize a escala de obstetras e pediatras na sala de parto do Hospital e Maternidade Dona Regina. Ainda não houve decisão da Justiça.
Após o pedido do MPE, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) afirmou que tem tomado medidas estratégicas para fortalecer a rede de cuidado materno-infantil no Tocantins, em especial o Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR) (veja nota completa abaixo).
Nesta segunda-feira (11), a SES reiterou que lamenta o falecimento da paciente Karle Cristina e o filho Lorenzo e "esclarece que o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) será analisado pelas comissões internas do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos e da Corregedoria da Saúde para as providências necessárias".
Também informou que aguarda a manifestação do Conselho Regional de Medicina, que foi acionado para a apuração do caso.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) lamenta profundamente o falecimento da paciente Karle Cristina Vieira Bassorici e seu recém-nascido, ocorrido na quarta-feira, 30, no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR).
A SES-TO esclarece que a referida paciente foi acolhida no HMRD, na terça-feira, 29, às 22h02 quando foi avaliada e recebeu alta hospitalar, sob a orientação de retornar ao local em caso e alteração do quadro clínico.
A SES-TO destaca que na quarta-feira, 30, às 6h48, a paciente retornou, quando foi avaliada, fez o parto às 7h45 e após o procedimento agravaram-se os quadros clínicos e mesmo com todos os esforços da equipe multiprofissional, lamentavelmente foram a óbito.
A SES-TO pontua que todos os trâmites internos da unidade hospitalar foi efetuada e aguarda o relatório do Instituto Médico Legal (IML), para onde o corpo da paciente foi encaminhado, para tomar as medidas cabíveis.