Polícia Peixe Tocantins
Tia diz que família paterna não conseguia ter contato com bebê que foi levado para hospital morto e com sinais de abuso sexual
Bebê de 1 ano e cinco meses foi levado para hospital pela mãe e pelo padrasto, que foram presos. Segundo a polícia, ele chegou ao hospital com hematomas em várias partes do corpo e a avaliação médica apontou indícios de possível abuso sexual.
19/11/2024 08h07
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins

morte de um bebê de apenas 1 ano e cinco meses supostamente após agressões chocou a família paterna, que estava sem contato com criança. Uma tia do bebê, irmã do pai, contou que os parentes pediam para vê-lo ao menos por chamada de vídeo, mas a mãe da criança dava desculpas e alegava problemas com o aparelho celular.

O caso aconteceu em Peixe, no sudeste do estado, durante o fim de semana. Tanto a mãe como o padrasto do bebê foram presos por suspeita de homicídio na noite de sábado (16). A Polícia Militar (PM) informou que a criança foi levada para o Hospital Municipal sem vida. Além de diversos hematomas, havia sinais de possível abuso sexual.

Uma irmã do pai da criança contou em entrevista à TV Anhanguera que viu o sobrinho depois do Dia das Crianças, em outubro, mas por pouco tempo.

"Ela [a mãe do menino] veio aqui muito rápido, não deixou levar nem pro meu pai, nem pro meu irmão pegou o presente e falou que tinha que ir porque o marido dela estava com pressa e não tinha como ela ir depois. Nem me levou na mãe dela, na família dela. Ninguém tinha visto o bebê", lembrou.

Mesmo com o afastamento, segundo a tia, estava marcado de o bebê ir para a casa da família paterna nos próximos dias. Na sexta-feira (15), o avô paterno, conseguiu ver o bebê por chamada de vídeo e percebeu que a criança estava com um olho roxo.

"Ele sempre pedia 'me manda foto, me manda vídeo, deixa eu falar com o nenê'. E aí ela usava sempre a desculpa que o celular dela estava com a câmera ruim, o celular estava quebrado. Então meu pai falou pra mim, olha eu fiz uma chamada [com a mãe do bebê] e o olho roxo, ele não estava alegre, então estava esquisito", comentou.

Ainda segundo a tia, a mãe do sobrinho contou que o roxo no olho seria por causa de uma queda em um parquinho. Essa foi a mesma versão dada à PM, quando ela e o atual companheiro foram presos, na noite de sábado.

Notícia da morte

 

Quem avisou a família paterna sobre a morte do bebê foi a avó e uma tia materna. Ela conta que recebe uma ligação durante a madrugada, quando estava dormindo.

"Falou assim 'aconteceu uma coisa terrível, é sobre o neném'. Quando ela falou isso, eu pensei que ele deve ter sofrido um acidente e deve estar no hospital. Liguei e aí ela estava desesperada, chorando, não conseguia falar. E aí a outra irmã que estava lá com ela pegou o telefone e falou que ele tinha sido espancado e estuprado e que ele havia falecido", contou.

Sobre o susto da notícia, a tia contou que a princípio pensou que a morte do bebê era mentira.

"Pensei é mentira, é mentira. Então eu entrei em contato com a com alguns amigos meus, né? Falei um amigo meu que é advogado se teria como você verificar se essas pessoas, esses nomes, realmente estão presos, porque eu acho que isso é mentira, né? Por mais que ela tivessem um comportamento estranho, o neném sempre estava bem cuidado", afirmando que só depois a ficha caiu e ela contou ao irmão, pai do bebê, a situação.

Sobre o novo relacionamento da ex-cunhada, a tia paterna disse não ter muitas informações, mas contou que estavam juntos há aproximadamente quatro meses.

 

O corpo da criança passou por exames de necropsia, para a produção de um laudo que vai determinar a causa da morte. O enterro aconteceu nesta segunda-feira (18).

"Acabou tudo, principalmente para o meu irmão. Agora, nesse momento, ele não está vendo sentido mais na vida, em nada. Ele falava que era o sentido da da vida dele, na alegria, da da vida dele, e gente cria um amor, né. Não nasce da gente, mas a gente criou desde bebê, então é uma coisa assim que é como se fosse mentira. É muito difícil acreditar. Era uma criança alegre, o tempo todo sorrindo, não dava trabalho", contou a tia.