A partir desta terça-feira (31), a travessia entre Tocantins e Maranhão será retomada por meio de balsas. Inicialmente será permitida a passagem de pedestres, depois o serviço será ampliado para veículos leves e caminhonetes. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que o serviço será "sem qualquer custo para os cidadãos."
A passagem pelo trecho da BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) foi suspensa no dia 22 de dezembro, após a queda da ponte JK. 11 pessoas tiveram as mortes confirmadas, sendo que nove delas foram retiradas do rio. Outras seis continuam desaparecidas, segundo a última atualização divulgada pela Marinha do Brasil neste domingo (29). Além destas vítimas, um homem foi resgatado com vida (veja quem são as vítimas abaixo).
O governo do Tocantins informou que o serviço será realizado pela empresa de balsas Pipes Navegações e foi definido após articulação entre o governo do Tocantins, governo Federal e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Nas redes sociais, a Pipes confirmou a informação e deu o seguinte cronograma de serviço:
Segundo a empresa, as embarcações adequadas para a travessia de veículos de grande porte estão sendo enviadas e o serviço será liberado assim que todos os processos para instalação forem finalizados. A Pipes confirmou que a "travessia será gratuita, custeada pelo Dnit."
Segundo o Dnit, o desabamento ocorreu porque o vão central da ponte cedeu. A causa do colapso ainda será investigada, de acordo com o órgão.
O momento em que estrutura cedeu foi registrado pelo vereador Elias Junior (Republicanos). Em entrevista ao g1, ele contou que estava no local para gravar imagens sobre as condições precárias da ponte.
Uma força-tarefa foi criada identificar os corpos das vítimas encontrados pelas equipes de buscas. Conforme a Secretaria de Segurança Pública, os trabalhos são realizados por um perito oficial médico, peritos criminais, agentes de necrotomia e papiloscopista.
O Ministro dos Transportes Renan Filho anunciou a reconstrução da ponte no prazo de um ano, com investimento entre R$ 100 a R$ 150 milhões. Também foi decretada situação de emergência para facilitar os trâmites burocráticos para a atuação das equipes, incluindo a demolição da estrutura existente.
Após a interdição do trecho, a Polícia Militar divulgou três rotas alternativas para quem sai do Tocantins e uma para os que chegam do Maranhão. Confira:
Tocantins para o Maranhão:
1ª opção
2ª opção
3ª opção
Maranhão para o Tocantins