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Professor preso ao dar suposto chá com sêmen para alunas foi processado por se masturbar em ônibus e responde por estupro de vulnerável
Crimes ocorreram nos anos de 2018 e 2020. Hallan Richard Morais da Cruz, de 26 anos, está preso em Porto Nacional após aluna estranhar líquido e chamar a Polícia Militar (PM).
02/05/2025 08h31
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins

professor de canto Hallan Richard Morais da Cruz, de 26 anos, preso por oferecer um suposto ''chá'' contendo sêmen a alunas do local onde trabalhava, já responde por outros crimes sexuais. Ele foi flagrado se masturbando em um ônibus de transporte coletivo e também é acusado de passar a mão no corpo de uma criança de 10 anos.

A Defensoria Pública do Tocantins assumiu a defesa do professor preso em 25 de abril, após ele não apresentar advogado particular. O órgão informou que seguirá prestando assistência jurídica até que ele constitua um defensor. O g1 solicitou posicionamento sobre casos anteriores, mas não obteve resposta até a publicação.

 

O caso do ônibus coletivo aconteceu no ano de 2018. Em um boletim de ocorrência da época, que a TV Anhanguera e o g1 tiveram acesso, uma mulher que estava na linha Luzimangues/Palmas percebeu que Hallan estava atrás dela e, segundo o relato, ele abriu a calça, colocou o pênis para fora, se masturbou e chegou a ejacular na camiseta dela.

Quando perceberam a ação, Hallan desceu do ônibus. Ela não sabia de quem se tratava, mas repassou as características do jovem. Ele foi identificado pela Polícia Civil e, em interrogatório, contou que achou a moça bonita e não conseguiu se conter, confessando o ato. Também afirmou arrependimento e que tinha consciência do que fez.

O caso foi parar na Justiça e registrado como importunação ofensiva ao pudor em lugar público. Durante audiência, o Ministério Público ofereceu um acordo propondo que o acusado doasse uma cama box para uma instituição católica que atende menores em situação de vulnerabilidade social. Acompanhado de um defensor público, Hallan aceitou o acordo, que foi cumprido e homologado dentro do processo.

Acusação por estupro de vulnerável

 

No Natal 2020, Hallan se envolveu em outro caso que ainda está sendo investigado pela Polícia Civil. Segundo relatos de testemunhas, o suspeito estava em uma festa de confraternização na casa de conhecidos e, por volta das 7h, a mãe da criança acordou com o flash do celular de Hallan tirando fotos, principalmente das nádegas da menina. A vítima contou à mãe no dia seguinte que acordou com Hallan mexendo na calcinha dela.

 

A mãe contou à família o que aconteceu com a menina, proibiu o professor de entrar na casa dela e ainda expôs a situação ao pai de Hallan, que informou a mulher que iria levar o filho à delegacia.

À Polícia Civil, a família relatou que Hallan confirmou o que ocorreu durante a confraternização e que havia de fato passado a mão no corpo da criança, mas não especificou o local. Também foi citado o episódio em que o jovem teria assediado a mulher no ônibus. O caso de 2020 foi registrado como estupro de vulnerável e ainda está em investigação.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações seguem em andamento e devido a sua natureza criminal está sob sigilo.

Sem que as jovens soubessem, Hallan ainda as filmava sem o conhecimento delas enquanto elas tomavam o líquido. Uma das jovens desconfiou e chamou a Polícia Militar (PM).

Foram apreendidos dois frascos que teriam o sêmen e um celular, que estaria sendo usado para gravar as vítimas. Os militares também disseram que o professor confessou o crime e afirmou ter mais outras cinco vítimas, incluindo uma menor de idade.

 

Ele passou por audiência de custódia na manhã de domingo (27), quando teve a prisão convertida para preventiva. A decisão foi assinada pelo juiz Willian Trigilio da Silva, do plantão de 1º instância do Tribunal de Justiça do Tocantins.

O irmão de Hallan Richard entregou à polícia um aparelho HD externo, no qual o professor supostamente armazenava os vídeos das alunas ingerindo o suposto 'chá' com sêmen. O equipamento foi entregue na Central de Atendimento à Mulher, em Palmas, no sábado (26).

g1 teve acesso ao termo de declaração em que o irmão contou à delegada que fez buscas pelo quarto do professor, que mora com os pais, e encontrou o dispositivo em uma escrivaninha.

Ao verificar o aparelho de armazenamento, o irmão identificou que havia pelo menos quatro vídeos de mulheres ingerindo o líquido. Também encontrou um vídeo do professor se masturbando e filmando crianças em um lote, além de fotos de mulheres em vários locais de Luzimangues.

família do professor publicou nota para repudiar e demonstrar indignação contra os supostos atos de Hallan. A nota de repúdio foi publicada na manhã de domingo nas redes sociais de parentes do suspeito.

A empresa onde Hallan Richard trabalhou também manifestou repúdio pela conduta e esclareceu que o professor de canto, não presta mais serviços ao local (veja as notas de repúdio abaixo).

Leia na íntegra as notas:

 

Família de Hallan Richard

Em razão da prisão de Hallan Richard, ocorrida em 25/04/2025, seus familiares manifestam publicamente seu total REPÚDIO a toda e qualquer conduta ilícita a ele imputada e confiam no Poder Judiciário para que, comprovada a autoria e materialidade dos fatos, haja a devida responsabilização.

Ante a gravidade e reprovabilidade, bem como a repercussão do caso, a família atravessa um momento de grande sofrimento e se solidariza com as possíveis vitimas e seus familiares, com votos para que a justiça seja feita.

ADVOCACIA E CONSULTORIA JURIDICA JULLYEGTHE PEREIRA

Empresa Vegas Assessoria de Marketing

Ante a gravidade, reprovabilidade e repercussão do caso envolvendo a prisão de Hallan Richard em 25/04/2025, por possíveis ilícitos sexuais, a Vegas Assessoria de Marketing vem publicamente esclarecer que a menção ao nome da empresa existente na conta de Instagram de Hallan Richard se dá somente pelo fato dele ter prestado serviços em setembro e outubro de 2023, afastado das atividades da empresa desde então.

A Vegas Assessoria de Marketing manifesta total REPÚDIO a toda e qualquer conduta ilicita a ele imputada e confia no Poder Judiciário para que, comprovada a autoria e materialidade dos fatos, haja a devida responsabilização.

ADVOCACIA E CONSULTORIA JURIDICA JULLYEGTHE PEREIRA

Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins informa que a pessoa citada pela reportagem foi assistida pela Instituição durante a audiência de custódia, haja vista que não apresentou defesa particular (advogado ou advogada) até a audiência. Em casos como esse, a Defensoria Pública é automaticamente inserida ao processo pelo sistema de Justiça para atuar a fim de garantir o contraditório, entre outros direitos. O citado continuará sendo assistido da Instituição se não apresentar defesa privada.