O Tocantins registrou dois casos de sarampo em pessoas que não eram vacinadas contra a doença, em Campos Lindos. Uma das pacientes é uma profissional de saúde de 29 anos e a outra uma criança de 4 anos, que teve contato com pessoas que vieram do exterior. Segundo a Secretaria de Saúde (SES), as duas estão recebendo cuidados em casa.
Os diagnósticos foram confirmados nesta segunda-feira (21) após análise de amostras pelo Laboratório de Saúde Pública do Estado do Tocantins (Lacen-TO). Conforme o estado, a secretaria teve conhecimento sobre as suspeitas da doença na sexta-feira (18).
O primeiro caso foi registrado em uma menina de 4 anos, que não estava vacinada e teve contato com pessoas que viajaram por 30 dias para a Bolívia, cidade onde já foram confirmados 60 casos de sarampo em 2025. Já o segundo caso foi em um mulher de 29 anos, profissional da saúde, que também não estava vacinada.
Segundo a SES, as duas pacientes apresentaram sintomas clássicos da doença e estão em cuidados domiciliares. Elas foram o sexto e sétimo caso de sarampo no Brasil em 2025. No Brasil, já foram confirmados um no Distrito Federal, dois no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um no Rio Grande do Sul.
Na sexta-feira, foram enviados quatro profissionais da vigilância de saúde para realizar ações de contenção, orientações de isolamento e vacinação para as pessoas que tiveram contatos com os pacientes. Já na segunda-feira, outros quatro técnicos foram para o município, junto com quatro profissionais do Ministério da Saúde.
A SES também informou que enviará uma nota técnica aos 139 municípios e um informativo com todas as orientações necessárias para as áreas de vigilâncias municipais.
Após a contaminação, o paciente tem de sete a 14 dias de período de incubação e a transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento dos sintomas. Segundo a SES, o sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, altamente transmissível por via aérea, ou seja, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Os sintomas da doença são dores no corpo e febre alta, exantema maculopapular (manchas avermelhadas), tosse, coriza e conjuntivite. Também podem ocorrer complicações como pneumonia, encefalite e óbito

A doença não tem um tratamento específico e os medicamentos usados são para diminuir o desconforto dos sintomas. A prevenção ao sarampo é feita por meio da vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas.
O SUS oferece os imunizantes para tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
A população também pode tomar outras medidas de prevenção como limpeza regular dos ambientes, isolamento domiciliar para a pessoa que estiver com suspeita no período de transmissão, distanciamento social em locais de atendimento de pessoas com suspeita da doença, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, o uso de lenços descartáveis e higiene das mãos com água e sabão, ou álcool em gel.
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