Um terremoto de magnitude 8,8 — o mais forte desde 2011 — foi registrado na noite de terça-feira (29), no horário de Brasília, com epicentro no mar, a cerca de 100 km da costa do extremo leste da Rússia, na região de Kamchatka. O abalo sísmico, que ocorreu a aproximadamente 19 km de profundidade, provocou uma série de alertas de tsunami em países banhados pelo oceano Pacífico, incluindo Japão, Estados Unidos, México, Peru, Chile, Equador e regiões da América Central.
Ondas gigantes foram registradas em diferentes pontos da costa do Pacífico. Na Rússia, as mais altas chegaram a até 5 metros de altura, provocando inundações e danos estruturais em áreas como Severo-Kurilsk. Autoridades locais relataram evacuações em zonas portuárias e litorâneas, mas até o momento não há confirmação de mortes ou feridos na região.
No Japão, as autoridades chegaram a emitir alertas máximos, principalmente em Hokkaido, onde moradores foram orientados a buscar abrigos em locais altos. A maior onda registrada no país foi de cerca de 40 centímetros. Uma vítima foi registrada: uma mulher de 58 anos morreu durante uma evacuação, após seu carro cair de um penhasco na província de Mie.
Nos Estados Unidos, o Havaí foi o mais afetado. A ilha registrou ondas de até 1,74 metro, o que levou à evacuação de áreas costeiras. Posteriormente, as autoridades suspenderam as ordens de retirada, informando que não se esperava um tsunami de grande proporção. Já na Califórnia, bem como em outras áreas da costa oeste dos EUA e Canadá, foram relatadas ondas menores, entre 0,6 m e 1,5 m.
O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico informou que diversas ondas se propagaram pelo oceano, mas que a intensidade diminuiu com o passar das horas. Países como Peru, Equador e México relataram precauções e evacuações preventivas, mas até agora não há registros de vítimas ou danos significativos nessas regiões.
A atividade sísmica ocorreu em uma zona de subducção do Círculo de Fogo do Pacífico, uma das áreas mais ativas do planeta. Segundo especialistas, tremores secundários de até 6,9 de magnitude já foram registrados e novos abalos não estão descartados nas próximas horas ou dias.
O terremoto é considerado o mais potente desde o desastre no Japão em 2011, que gerou um tsunami devastador e causou a crise nuclear de Fukushima. Apesar da magnitude semelhante, os efeitos desta vez foram menos severos devido à localização do epicentro e à resposta rápida dos sistemas de alerta internacionais.