Polícia Tocantins
Suspeito de matar jovem a tiros e deixar corpo dentro de casa se apresenta em delegacia de Palmas
Suspeito foi liberado após registro do termo de apresentação, na 1ª Central de Flagrantes da Polícia Civil, em Palmas. Depoimento foi marcado para a próxima semana.
04/08/2025 08h52
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins

O principal suspeito de envolvimento na morte de um jovem de 21 anos, que aconteceu na região sul de Palmas, se apresentou na 1ª Central de Flagrantes da Polícia Civil. O corpo de Eduardo Júnior de Sousa Reis foi encontrado dentro de uma casa no Jardim Aureny II, nesta sexta-feira (1).

Uma vizinha chamou a Polícia Militar (PM) após olhar por cima do muro e ver o corpo da vítima caído no chão. Durante a madrugada, e relatou ter ouvido disparos de arma de fogo.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Jhefferson Oliveira Rocha foi até a delegacia durante a tarde, acompanhado de advogados. Pelo crime, a autoridade registrou um termo de apresentação e o homem foi liberado.

A defesa de Jhefferson alegou que ele agiu em legítima defesa e que durante a madrugada, eles entraram em confronto após Eduardo ter efetuado um disparo com uma arma de fogo que atingiu a cabeça do suspeito de raspão.

Durante luta corporal, conforme a defesa, foram disparados mais tiros, que atingiram a vítima no peito e no braço esquerdo. “A dinâmica dos fatos evidencia, de forma clara, a configuração da legítima defesa, uma vez que o autuado reagiu a uma agressão atual e injusta”, explicou (veja nota na íntegra no fim da reportagem).

Na próxima semana, Jhefferson terá que voltar à delegacia para prestar depoimento. A liberação ocorreu porque o suspeito não estava em situação de flagrante e, segundo a SSP, ‘demonstrou disposição de colaborar com a investigação’. O caso segue em investigação pela Divisão de Homícidos e Proteção à Pessoa (DHPP).

Íntegra da nota da defesa:

 

A defesa técnica de Jhefferson Oliveira Rocha compareceu a esta Central de Flagrantes na tarde desta sexta-feira, ocasião em que apresentou o autuado, com o objetivo de colaborar com as investigações e esclarecer os fatos ocorridos na madrugada anterior.

 

Segundo relato prestado por Jhefferson, a vítima encontrava-se armada com um revólver calibre .38 e, no momento do confronto, chegou a efetuar um disparo que o atingiu de raspão na região da cabeça. Diante da agressão iminente e do risco concreto à sua vida, o autuado reagiu instintivamente, tentando desarmar a vítima. Durante a luta corporal que se seguiu, ocorreram os disparos que infelizmente a atingiram.

A dinâmica dos fatos evidencia, de forma clara, a configuração da legítima defesa, uma vez que o autuado reagiu a uma agressão atual e injusta, empregando os meios necessários e moderados para repelir o ataque. É importante frisar que os disparos ocorreram no contexto de luta corporal, sem intenção deliberada de causar o resultado letal, tratando-se de uma reação involuntária diante da ameaça sofrida.

A defesa requer que tais circunstâncias sejam devidamente consideradas pela autoridade policial no momento da qualificação jurídica do fato, com especial atenção à excludente de ilicitude prevista no artigo 25 do Código Penal.