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Adolescentes que fumam vape e cigarro comum registram maior prevalência de problemas de saúde mental, aponta estudo

De acordo com os dados, 35% dos fumantes de cigarro comum relataram sintomas de depressão e 38% de ansiedade. Entre usuários de cigarros eletrônicos, esses números sobem para 36% e 40,5%

19/08/2025 08h22
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: Jornal Sou de Palmas
Adolescentes que fumam vape e cigarro comum registram maior prevalência de problemas de saúde mental, aponta estudo

Adolescentes que fumam cigarros convencionais e eletrônicos apresentam maior probabilidade de desenvolver sintomas de depressão e ansiedade, aponta um estudo publicado em julho no periódico científico Plos Mental Health. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de West Virginia, nos Estados Unidos.

De acordo com os dados, 35% dos fumantes de cigarro comum relataram sintomas de depressão e 38% de ansiedade. Entre usuários de cigarros eletrônicos, esses números sobem para 36% e 40,5%. Já entre adolescentes que utilizam ambos os produtos, as taxas chegam a 43,5% e 42,5%, quase o dobro dos que não fumam: 21,8% e 26,4%, respectivamente.

O levantamento se baseou na National Youth Tobacco Survey, realizada entre 2021 e 2023 com 60 mil estudantes do ensino fundamental e médio nos EUA. O questionário incluiu informações sobre hábitos de tabagismo e histórico de sintomas de transtornos mentais.

O psiquiatra Luiz Zoldan, do Espaço Einstein de Saúde Mental e Bem-Estar, avalia que o diferencial do estudo está na abrangência da amostra e na análise específica do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes. “Os vapes são percebidos como mais seguros, mas carregam riscos importantes para a saúde física e mental dos jovens”, explica.

Além da nicotina, os líquidos usados nos dispositivos eletrônicos podem conter metais pesados e substâncias cancerígenas, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). O uso frequente pode provocar inflamações nos pulmões, crises respiratórias e prejudicar o desenvolvimento físico e cognitivo.

O estudo não estabeleceu relação de causa e efeito entre o tabagismo e os transtornos mentais, mas reforça a necessidade de atenção. Outro dado observado foi a associação entre o tempo de uso de redes sociais e o consumo de tabaco: adolescentes que passavam mais de três horas por dia conectados tinham maior propensão a fumar.

 

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