Um dia após exonerar todos os secretários e presidentes de autarquias, o governador em exercício Laurez Moreira (PSD) publicou novos nomes do alto escalão e designou secretários executivos e assessores para responder por pastas interinamente. As novidades estão no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (4).
Laurez assumiu o governo após o afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), na segunda fase da Operação Fames-19, por suspeita de envolvimento em suposto esquema que tinha como objetivo comprar cestas básicas e desviar recursos durante a pandemia de Covid-19.
Veja quem são os nomeados e designados para os cargos de alto escalão:
A edição do Diário também traz a exoneração, a pedido, de Elenil da Penha, que deixou o cargo de Secretário Executivo da Indústria, Comércio e Serviços.
Ainda na quarta-feira (3), poucas horas depois de assumir o governo, Laurez afirmou em coletiva de imprensa que as exonerações atendem uma recomendação do ministro Mauro Campbell, do STJ.
O Diário Oficial de quarta-feira (3) traz a nomeação de Sebastião Pereira Neuzin Neto como secretário executivo interino da Casa Civil, e Luiza Rocha Pinheiro como secretária de estado da comunicação.
O governador Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias, durante a segunda fase da “Operação Fames-19”. A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, que é secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. As medidas foram determinadas pelo ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A operação realizada nesta quarta-feira (3) investiga crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Mais de 200 policiais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Tocantins, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal.
Conforme a PF, as investigações, que tramitam no STJ, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos nos anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas.
A defesa de Mauro Carlesse (Agir), governador na época, lamentou os recentes acontecimentos e afirmou que "inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados" (veja nota no final da matéria).
Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões.
Os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.
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