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Polícia prende suspeito de assassinar indígena encontrada com corpo parcialmente carbonizado

Crime aconteceu durante um festejo na Aldeia Canuanã, em Formoso do Araguaia. A vítima, Harenaki Javaé, tinha deficiência intelectual e estava no início de uma gravidez.

15/09/2025 08h51
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins
Polícia prende suspeito de assassinar indígena encontrada com corpo parcialmente carbonizado

Um homem foi preso temporariamente pela Polícia Civil suspeito de envolvimento na morte da indígena Harenaki Javaé, que teve o corpo parcialmente carbonizado na Ilha do Bananal. A vítima, de 18 anos, tinha deficiência intelectual e estava no início de uma gravidez, segundo apurado pela TV Anhanguera.

crime aconteceu no dia 7 de setembro próximo à Aldeia Canuanã, durante um festejo, na zona rural de Formoso do Araguaia, região sudoeste do estado.

A prisão temporária do suspeito ocorreu na manhã deste sábado (13). O nome dele não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu contato com a defesa.

No dia do crime, a Polícia Militar foi chamada por uma enfermeira e localizou a vítima. De acordo com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Harenaki Javaé era moradora da Aldeia São João, que também fica dentro da Ilha do Bananal.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), testemunhas disseram aos policiais que o suspeito teria sido visto pela última vez com a vítima e que havia histórico de ameaças e agressões.

Durante a ação, os policiais civis apreenderam na casa do suspeito vestígios genéticos, que serão submetidos à perícia.

O suspeito foi levado para Gurupi, região sul do estado, onde ele passará por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

A ação foi realizada por uma força-tarefa composta pela 84ª Delegacia de Polícia de Formoso do Araguaia e pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi.

Outra prisão

 

No dia 8 de setembro um suspeito chegou a ser preso, mas foi liberado em seguida por falta de provas.

 

Na época SSP foi questionada, mas não respondeu sobre a prisão. Em nota, afirmou apenas que o caso estava em sigilo e que não seriam divulgados detalhes da investigação.

O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) ainda lamentou o ocorrido e expressou solidariedade aos familiares e amigos. A Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (ARPIT) e o Instituto de Caciques e povos Indígenas da Ilha do Bananal (Icapib) emitiram notas repudiando o crime e cobrando investigação.

"O feminicídio que tirou a vida de Harenaki é inadmissível e não pode ser normalizado. A jovem, que possuía problemas mentais e tinha a mentalidade de uma criança, não compreendia a realidade da vida como nós. Ela não sabia o que estava acontecendo, e por isso sua perda é ainda mais dolorosa e revoltante. Foi um ato de violência bárbaro e covarde contra alguém indefesa, que nunca deveria ter acontecido", afirmou o Icapib.

 

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