Um homem de 24 anos foi preso suspeito de envolvimento no ataque a tiros que deixou dois detentos mortos e três feridos, na porta da unidade prisional de Paraíso do Tocantins, na região central do estado. Segundo a Polícia Civil, prisão ocorreu na manhã deste sábado (27) em cumprimento de mandado de prisão preventiva.
O ataque aconteceu no dia 17 de setembro, quando vários detentos aguardavam para entrar na unidade penal, onde iriam passar a noite em cumprimento ao regime semiaberto. Os detentos que morreram são Wallas Breynner Rocha Ramos, de 35 anos, e Francisco Emílio Lima da Costa, de 43 anos.
De acordo com a Secretária da Segurança Pública (SSP), durante as investigações o homem de 24 anos foi apontado como suspeito de ter feito os disparos de arma de fogo. Um segundo suspeito foi identificado como condutor da moto utilizada no crime, mas ainda não foi localizado.
Segundo a polícia, os dois suspeitos também cumprem pena no regime semiaberto na unidade penal de Paraíso. Os nomes deles não foram divulgados e o g1 não teve acesso às defesas.
A motivação do crime não foi divulgada pela polícia.
A SSP informou que durante a prisão também foram cumpridos mandados de buscas e localizadas porções de drogas, balanças de precisão, além de objetos para comercialização de entorpecentes. Por isso, o suspeito foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
Segundo a polícia, o suspeito preso ainda é investigado por duplo homicídio e outras seis tentativas de homicídio. Após o cumprimento de mandado de prisão preventiva, ele foi levado até à Unidade Penal local, onde ele deve permanecer à disposição do Poder Judiciário.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o passageiro de uma moto abriu fogo contra várias pessoas que estavam na porta da Unidade Prisional de Paraíso do Tocantins.
No vídeo, é possível ver duas vítimas caindo no chão após serem atingidas, enquanto os outros correm. Dois detentos morreram, um no local dos disparos e outro no hospital.
A Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju) ainda afirmou na época que os detentos aguardavam para entrar na unidade penal, onde pernoitam diariamente, e que os disparos não acertaram nenhum policial penal.