O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ofereceu denúncia contra 47 suspeitos de envolvimento com o golpe do falso advogado em Palmas. A investigação da Polícia Civil apontou que a organização criminosa causou um prejuízo de R$ 149 mil às vítimas, ao se passar por profissionais e escritórios de advocacia para cobrar falsas taxas e custas judiciais.
Os investigados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, estelionato por meio de fraude eletrônica e subsequente lavagem de capitais. O principal suspeito, apontado como executor do esquema, é Richye Enderson Diniz Silva.
O g1 não conseguiu contato com a defesa dele até a última atualização desta reportagem.
Segundo a denúncia do MPTO, o esquema operou entre outubro de 2023 e março de 2024, causando um prejuízo total calculado em R$ 149.932,63 às vítimas. Todos os investigados são moradores de cidades do Ceará e de Alagoas.
A investigação apontou que o executor contatava as vítimas por WhatsApp, assumindo falsamente a identidade de advogados, induzindo-as a transferir valores sob o falso pretexto de quitação de taxas ou custas para a liberação de supostos "ganhos de causa".
A estrutura criminosa era organizada com uma divisão de tarefas em três fases principais:
Os 47 denunciados foram distribuídos em três grupos de acordo com a função exercida na organização:
Pelo menos 20 pessoas sofreram prejuízo ou foram alvo de tentativa de golpe. Para cometer os crimes, os suspeitos assumiram a identidade de pelo menos quatro advogados.
A 29ª Promotoria de Justiça da Capital pediu a condenação criminal dos réus pelos crimes e ao pagamento de indenização mínima às vítimas no valor total do prejuízo apurado, R$ 149.932,63, devidamente atualizado com juros e correção monetária.
A denúncia aponta, ainda, que a pena pelo crime de organização criminosa deverá ser majorada pelo envolvimento comprovado de duas adolescentes na estrutura do grupo.