Cidades Tocantins
Garota de programa é suspeita de extorquir dinheiro de clientes para não divulgar encontros íntimos aos familiares
Suspeita teria recebido R$ 3,5 mil de vítima e estava cobrando mais R$ 4 mil alegando falsa gravidez. Ela foi intimada a prestar depoimento e teve celulares apreendidos
04/12/2025 08h15
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins

Uma jovem de 20 anos está sendo investigada por suspeita de extorsão cometida em Palmas. Ela é apontada como garota de programa e para conseguir dinheiro de um cliente, ameaçou expor a contratação do serviço à família e no ambiente de trabalho dele.

Nesta quarta-feira (3), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa da suspeita. Conforme a investigação, ela conheceu a vítima nas redes sociais e os dois marcaram um encontro. Após esse encontro, as extorsões aconteceram entre 20 de setembro e 15 de outubro de 2025.

O nome da suspeita não foi divulgado e, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa dela.

A mulher chegou a afirmar para um cliente que estava grávida para cobrar valores. Com isso, segundo a investigação, a vítima fez um pagamento via Pix de R$ 3,5 mil. O dinheiro foi enviado para uma conta de terceiros. Mas a extorsão continuou e a mulher cobrou mais R$ 4 mil, dizendo que precisaria fazer um suposto aborto.

A polícia descobriu também que a garota de programa entrava em contato com a vítima para fazer as ameaças por meio de vários números de telefone.

Além desse caso de extorsão, a suspeita também é investigada por outro crime similar, em que conseguiu um cliente mais de R$ 12 mil.

Policiais civis foram até a casa da suspeita na manhã desta quarta-feira, para cumprimento de mandado de busca e apreensão. Foram recolhidos dois celulares para análise policial.

A Justiça não deferiu a prisão preventiva da suspeita, mas ela foi proibida de manter qualquer tipo de contato, seja por meio de terceiros ou de forma virtual, ou ir até o local de trabalho da vítima.

 

"As informações levantadas ao longo da investigação mostram que a autora utilizava a intimidade como instrumento de pressão, impondo medo e constrangimento para obter vantagem financeira. A reiteração das ameaças, o uso de diferentes números de telefone e o impacto emocional causado às vítimas evidenciam a gravidade da conduta”, explicou o delegado Wanderson Queiroz, da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas) e responsável pela investigação.

A mulher, segundo a polícia, foi intimada a prestar esclarecimentos sobre o caso em investigação.