As cicatrizes ainda são visíveis no rosto, pescoço e peito, mas agora carregam uma história de coragem e superação. Eduardo Pereira Barros, de 5 anos, teve 10% do corpo queimado após um acidente envolvendo a explosão de uma churrasqueira em uma residência na região sul de Palmas.
O tio do menino, Bruno de Barros, contou que a recuperação do sobrinho foi um verdadeiro livramento, principalmente pelo fato de não ter ficado com sequelas. Ele relembrou que o acidente abalou profundamente toda a família.
“Foi um grande livramento que Deus fez na vida do Eduardo. A família toda ficou abatida e abalada, mas nada pra Deus é impossível e hoje Eduardo se encontra aqui se recuperando e está só em fase de recuperação".
Cinco meses depois, quem vê o pequeno brincando e andando de bicicleta nem imagina pelo que ele passou. O Eduardo ficou 14 dias internado e precisou passar cinco procedimentos de raspagem para remover a 'pele morta' e receber alta para se recuperar em casa.
O menino aprendeu a lição diária e segue uma rotina de cuidados com o uso de protetores solares e hidratante para a pele. Para a família, cada dia que passa é motivo de celebração.
O acidente aconteceu no dia 24 de julho, no setor Santa Bárbara. Câmeras de segurança de uma das casas registraram a explosão e o momento em que o menino aparece correndo, com a cabeça e parte do corpo em chamas. Também é possível ver um morador tirando a camisa para tentar ajudar a criança.
“Foi um desespero, o Eduardo entrou e correu pra dentro do banheiro e eu não sabia o que tinha acontecido direito, mas quando ele saiu [do banheiro] eu vi essa parte [do peitoral] dele descendo as peles, aí eu fiquei assustada. A vizinha veio, nós colocamos um pano em cima dele, eu liguei pro meu pai desesperada e a gente foi com ele pra UPA”, relatou Mikaelle Bezerra Barros, a mãe do menino.
Bruno contou ao g1 que quem manipulava a churrasqueira, no momento da explosão, era um vizinho, e o filho dele estava brincando com o Eduardo que se feriu. O vizinho, segundo Bruno, teria jogado um líquido inflamável, possivelmente gasolina ou álcool, o que levantou as chamas e causou a explosão.
O vizinho era Bruno Demetrio Chaves, que foi socorrido, mas morreu após sofrer queimaduras de 3º grau em 70% do corpo durante a explosão. O chão do banheiro da casa da vítima ficou com pedaços de tecidos queimados, após ele correr para tentar apagar as chamas e sobreviver.