Um atropelamento na manhã do dia 30 de dezembro de 2025 deixou uma cadela de rua sem os movimentos das patas traseiras em Guaraí, na região centro-norte do estado. Esperança, como foi chamada pelas pessoas que a resgataram, precisa de ajuda por meio de doações para conseguir fazer pelo menos duas cirurgias e seguir com um tratamento para evitar a eutanásia.
"Ela se arrasta o dia todo, porque a única forma dela se locomover é com as patinhas da frente, o corpo traseiro é como se fosse um corpo estranho, que ela leva para onde vai, é um peso. Daí ela é medicada conforme a receita, mas esses medicamentos realmente só aliviaram a dor", disse a professora Araújo Silva Luciano, de 47 anos.
Não se sabe como foi o atropelamento da cachorrinha, mas ela sofreu lesões no fêmur e na coluna. A possibilidade de ela voltar a andar é muito pequena, mas as cirurgias são necessárias para que a Esperança pare de sentir dor, segundo a protetora animal e pet sitter Cláudia Helena de Sousa Benício, responsável pela Associação Casa do Vira-Lata, que está em busca do tratamento para o animal.
O atropelamento aconteceu próximo à prefeitura da cidade. A cadela foi retirada da rua, mas, como não havia um local para deixá-la, acabou ficando em uma calçada com água e comida. O animal gritava de dor, conforme explicou Cláudia.
Algum tempo depois, a professora Ana Paula passou no local e viu a situação de Esperança. Ela conversou com Cláudia e resolveu dar um lar temporário para a cadela, com o apoio da associação.
"Ela e o marido foram de moto e levaram ela [a cadela] para casa. Aí, desde então, como eu já tenho conhecimento, eu sabia o que podia dar. Aí eu dei dipirona e tramadol. Não tinha dinheiro para poder chamar um veterinário. Aí eu entrei num grupo da Casa do Viralata e contei a história. Um dos participantes se comoveu e falou que pagaria a consulta dela. Assim ele fez. Ele deu R$ 200, pagou a consulta dela e as medicações injetáveis", contou Cláudia.
Na consulta e por meio de exames, ficou constatado que Esperança sofreu lesões que a impedem de se locomover como antes do atropelamento. Outro problema é o valor do tratamento e a necessidade de fazer as cirurgias o mais rápido possível.
Uma das cirurgias deve custar, em média, entre R$ 6 mil e R$ 7 mil.
"A gente conseguiu levar ela, fez o raio X, ela está com uma lesão muito grave na coluna. Só que ela ainda sente as pernas, ela ainda tem sensibilidade. Eu estou com esse laudo. A gente está correndo contra o tempo para poder fazer essa cirurgia da coluna dela, porque ela tem chance de voltar a andar. Desde o dia que a gente pegou, ela está tomando antibiótico, anti-inflamatório, e a gente comprou fiado, porque não tinha dinheiro. Estamos pelejando", contou a protetora.
Com poucos recursos, a associação pede ajuda financeira para que a cirurgia possa ser feita na cadelinha. "A primeira coisa que a gente precisa fazer é essa cirurgia da coluna. Depois da coluna tem que fazer a do fêmur. E aí depois a gente vai precisar de cadeirinha de rodas, a gente vai ficar precisando de assistência para ela", explicou Cláudia.
Ela também reforçou o pedido de ajuda. Quem tiver interesse em fazer uma doação e puder ajudar na causa da cadela Esperança, pode procurar a Associação Casa do Vira-Lata.

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