Gregório Rodrigues de Sousa, de 81 anos, era conhecido pela disposição para o trabalho. Após se aposentar como vigia, escolheu o sossego de uma chácara em Araguaçu, no sul do Tocantins. No último sábado (7), sua tranquilidade foi interrompida por um ataque de abelhas enquanto trabalhava no pasto, no povoado Brejão, na região de Araguaína, no norte do estado.
Gregório ajudava um vizinho a aplicar defensivos agrícolas na terra com o auxílio de um trator quando sofreu o ataque. Outras duas pessoas também foram picadas, uma mulher de 43 anos e um homem de 46, que foram levados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Araguaína e permanecem sob cuidados médicos.
“Era um homem tranquilo, calmo, que não se estressava com nada. Uma pessoa honesta e muito trabalhadora. Mesmo com 81 anos, continuava na roça, capinando e roçando. Ele estava lá para ajudar a mexer com o veneno na terra”, contou a filha.
Gregório teve três filhos, um dos quais morreu há dois anos. Agora, as duas filhas tentam superar a perda repentina do pai, descrito pela família como um homem pacífico.
"Não é porque ele morreu, mas ele era um pai exemplar. A causa da morte foi muito triste, e o rosto dele ficou marcado pelo veneno. Dá uma tristeza profunda pensar em como uma pessoa pode ter uma morte dessas, mas, se Deus quis assim, a gente só aceita", disse a filha.
Segundo a filha, o pai estava acostumado à vida no campo e já havia sido ferroado outras vezes, sem apresentar alergia. No entanto, a gravidade do último ataque foi fatal. Testemunhas contaram que o enxame cobriu o corpo do idoso em poucos segundos.
"O vizinho falou que, quando viu aquele tanto de abelha nele, soube que ele não ia conseguir sobreviver. Era abelha demais. Ele sofreu demais, sentiu muita agonia e dor", lamentou a filha.