As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Augustinópolis. Os mandados são cumpridos em Araguaína, Araguatins, Augustinópolis, Palmas, Guaraí, Sítio Novo do Tocantins e Ananás, além de Imperatriz (MA). Cerca de 200 policiais civis participaram da operação.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações.
Como funcionava a fraude
As investigações começaram depois que a Delegacia Especializada de Repressão a Furtos, Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), em Palmas, descobriu a suposta existência de um esquema conhecido como “venda de CNHs à distância”.
A suspeita é de que os candidatos pagavam para ter o documento sem passar pelo processo obrigatório. Em alguns casos, os beneficiários sequer compareciam ao estado do Tocantins durante o processo.
Os investigados utilizavam diversos mecanismos para burlar os sistemas de segurança utilizados no processo de habilitação, entre eles:
- Fraude biométrica: inserção de digitais de terceiros no sistema em substituição às dos candidatos ausentes;
- Foto de foto: utilização de imagens de fotografias de documentos ou enviadas por aplicativos de mensagens para burlar o reconhecimento facial;
- Aprovação irregular: lançamento manual de resultados positivos em provas que não foram realizadas.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a operação teve apoio do Detran-TO e as provas obtidas durante a operação devem ser compartilhadas com a corregedoria do órgão para adoção das medidas administrativas cabíveis.