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Cabo condenado por matar a própria tia no Maranhão deve ser expulso da PM do Tocantins

Justiça determinou perda do cargo público após condenação por homicídio.

11/03/2026 08h07
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins
Cabo condenado por matar a própria tia no Maranhão deve ser expulso da PM do Tocantins

O cabo da Polícia Militar do Tocantins, Etevaldo José Machado Silva Júnior, condenado a 19 anos de prisão por matar a própria tia a tiros em Imperatriz, deverá ser expulso da corporação após decisão judicial que determinou a perda do cargo público.

Ao AF Notícias, a PM informou que tomou conhecimento da sentença e que o caso será analisado pelos setores competentes para adoção das providências administrativas previstas na legislação militar.

“As decisões judiciais são analisadas pelos setores competentes para adoção das providências administrativas cabíveis”, informou a corporação.

A instituição explicou que os procedimentos internos dependem da formalização da comunicação oficial da decisão judicial e da análise jurídica e administrativa do caso.

“Após a devida análise jurídica e administrativa, são adotadas as medidas previstas na legislação militar e na legislação administrativa aplicável”, destacou a PM.

A corporação também ressaltou que a conduta atribuída ao policial não representa os valores institucionais da instituição.

“A conduta individual atribuída ao policial não representa os valores institucionais da corporação, que pauta sua atuação na legalidade, na disciplina e no respeito à vida e aos direitos fundamentais.”

Condenação pelo Tribunal do Júri

A condenação foi proferida pelo juiz Glender Malheiros Guimarães, presidente do Tribunal do Júri da 2ª Vara Criminal de Imperatriz, após julgamento encerrado na madrugada de 27 de fevereiro.

 

Os jurados reconheceram que o policial foi o autor dos disparos que mataram Maria de Jesus Souza Moraes, de 42 anos, e concluíram que o crime ocorreu mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, configurando homicídio qualificado.

Na sentença, o magistrado destacou a gravidade do crime e o fato de o réu ser agente de segurança pública. “Praticou crime de maneira premeditada contra sua tia materna”, registrou o juiz.

Ele também apontou como agravante o fato de o acusado ser policial militar no momento do crime. “Sendo policial militar, tinha o dever de proteção da sociedade e optou por praticar violência urbana ilícita.”

Além da pena de prisão, a Justiça fixou indenização mínima de R$ 10 mil à família da vítima para custear despesas funerárias.

Crime ocorreu em 2024

O assassinato aconteceu na noite de 10 de fevereiro de 2024, no bairro Parque Alvorada II, em Imperatriz.

Segundo a investigação da Polícia Civil do Maranhão, a vítima estava em frente à própria casa quando dois homens chegaram em uma motocicleta. Um deles desceu do veículo e efetuou vários disparos.

De acordo com o delegado James dos Anjos, responsável pela investigação à época, a mulher foi atingida por um tiro no peito e morreu no local.

A investigação apontou que a motivação do crime seria o fato de o policial não aceitar o relacionamento amoroso da tia com um homem com quem teria desavenças.

A hipótese de feminicídio chegou a ser analisada durante as investigações, mas o julgamento ocorreu com base na acusação de homicídio qualificado.

Após o crime, policiais militares do Maranhão prenderam Etevaldo José Machado Silva Júnior e o soldado Elielson Rocha Sales.

Com os suspeitos foram apreendidas armas de fogo, incluindo um revólver calibre .38 que havia sido furtado do 9º Batalhão da PM em Araguatins, além de munições.

Os dois negaram participação no crime e afirmaram que estavam a caminho do aeroporto para realizar exercícios físicos.

O soldado Elielson Rocha Sales morreu em julho de 2025 em decorrência de complicações de saúde, levando à extinção da punibilidade contra ele.

 

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