Cinco veículos que caíram durante o desabamento da Ponte JK seguem no fundo do Rio Tocantins. Um caminhão foi localizado, mas está soterrado. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), três motos e uma caminhonete não foram encontradas e também podem ter sido cobertas por sedimentos naturais. Três vítimas seguem desaparecidas.
O acidente aconteceu no dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. O vão central colapsou e derrubou parte da estrutura, levando diversos veículos para o fundo do Rio Tocantins. A tragédia deixou 14 mortos, três desaparecidos, e um ferido. Famílias ainda não foram indenizadas.
A operação para retirada dos veículos submersos foi concluída em janeiro de 2026, após a retirada de caminhões e uma caminhonete. De acordo com o Dnit, todos os veículos que apresentavam condições técnicas para reflutuação foram devidamente removidos.
O caminhão que permanece no local não pôde ser retirado, pois se encontra totalmente soterrado, o que inviabilizou qualquer operação segura de remoção.

As vítimas que seguem desaparecidas são:
Em dezembro de 2025, a Marinha informou que as buscas pelas vítimas desaparecidas chegaram ao limite técnico-operacional no dia 29 de janeiro daquele ano, um mês após o desabamento.
Segundo o Corpo de Bombeiros do Tocantins, no momento, as buscas encontram-se suspensas, mas "havendo qualquer novo indício, as equipes retomarão imediatamente as atividades".
Imagens retiradas de um processo judicial e divulgadas nas redes sociais, na semana passada, mostram novos ângulos do desabamento da estrutura. Os vídeos foram gravados pelas câmeras de monitoramento do caminhão de uma transportadora, que atravessava a ponte no instante do colapso.
Essas imagens foram recuperadas e anexadas ao processo, segundo a advogada Melissa Fachinello, que representa empresas e pessoas afetadas pelo desabamento, e tramitam no processo que corre na Justiça Federal, conforme apurado pelo g1.
A Polícia Federal informou que os vídeos estão no inquérito civil sobre o desabamento. Também afirmou que "diante da complexidade dos fatos apurados, o inquérito policial permanece em andamento, com diligências investigativas ainda em curso."
A divulgação dos vídeos, que viralizaram nas redes sociais, ampliou a dor das famílias, que ainda aguardam as indenizações pela tragédia. "Nós estamos todos chorando, todos sofrendo, porque justamente o vídeo pega o momento exato da morte dela através da câmera do caminhão. Parece que um ano se passou e a dor aumentou", contou Amanda Rodrigues, irmã de Lorena Ribeiro, que aparece sendo arremessada em uma moto.
Segundo a advogada Melissa Fachinello, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) não iniciou as indenizações aos pescadores.
“Uma tragédia que poderia ter sido evitada se houvesse cuidado, manutenção, fiscalização e responsabilidade. Que a memória desse dia nos lembre que vidas não podem ser tratadas com descaso, silêncio e irresponsabilidade. Respeito e indenização já", desabafou.
O Dnit afirmou que as demandas relacionadas às indenizações estão judicializadas e está em tratativas para realizar mutirões com foco na busca de soluções consensuais (veja a nota completa abaixo).
O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas.
Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.
Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.
No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva.
condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes.
As famílias interessadas devem acompanhar o andamento de seus processos por intermédio de seus advogados, no caso de ações individuais, ou por meio do Ministério Público e de associações representativas, nas ações coletivas.
Por fim, destaca-se que há diversas ações judiciais em curso sobre o tema, em diferentes fases processuais — incluindo fase inicial, produção de provas, análise judicial e tentativas de conciliação —, o que reforça a complexidade do caso e a necessidade de tratamento individualizado das demandas.
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