Uma dentista que atuava na Polícia Militar de Gurupi está sendo investigada por suspeita de usar instalações públicas para realizar atendimentos particulares. A Corregedoria-Geral do Estado do Tocantins analisa o caso.
O processo administrativo foi instaurado contra a ex-servidora com base em um levantamento preliminar feito pela Corregedoria-Geral da PM. A dentista, que não teve o nome divulgado, era contratada temporariamente.
Em nota, a Polícia Militar disse que a profissional não era servidora direta, mas atuava por meio de uma entidade privada responsável pela gestão do contrato, o que, segundo a a corporação, delimita as responsabilidades administrativas.
A corporação destacou que não houve prejuízo ao patrimônio público, e materiais e insumos permanecem sob controle regular (veja íntegra da nota abaixo).
De acordo com o documento, a dentista atendia pacientes particulares dentro de instalações públicas, e também captava usuários do serviço público para atendimento em clínica particular.
A portaria também aponta a suspeita de cobrança por serviços relacionados a atendimentos iniciados no ambiente institucional e de falta de registro formal dos procedimentos odontológicos realizados.
A apuração foi formalizada por meio de portaria publicada no dia 22 de abril de 2026. Para conduzir a apuração, a Corregedoria designou uma comissão permanente de procedimentos disciplinares, que vai analisar os fatos dentro dos prazos previstos em lei.
A Polícia Militar do Tocantins informa que instaurou procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades atribuídas a uma profissional que prestava serviços odontológicos em unidade da Corporação, no município de Gurupi.
A referida profissional atuava por meio de entidade de direito privado, responsável pela gestão contratual da prestação de serviços, o que delimita as esferas de responsabilização administrativa.
As apurações tiveram início a partir de procedimento preliminar instaurado no âmbito da própria instituição, seguindo os protocolos de controle interno e fiscalização.
Até o momento, não foram constatados prejuízos ao patrimônio público sob responsabilidade da Corporação, permanecendo os materiais e insumos sob controle administrativo regular.
A Polícia Militar do Tocantins ressalta que o caso segue em apuração pelas instâncias competentes, com observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
Por se tratar de procedimento administrativo em andamento, eventuais detalhes adicionais são resguardados, nos termos da legislação vigente.
A instituição reforça que não compactua com desvios de conduta e adota, de forma contínua, mecanismos de controle e fiscalização para garantir a correta aplicação dos recursos públicos e a qualidade dos serviços prestados.