Redação 105 Tocantins
Pesquisador diz que investigação de luzes piscando filmadas no TO exigiria coleta de amostras do solo
Especialista diz que estudo do padrão das imagens demanda análise mais detalhada. Caso foi registrado em uma serra na zona rural de Xambioá, no norte do Tocantins.
08/06/2026 15h20
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins

O pesquisador de fenômenos anômalos, Rony Vernet, afirmou que a investigação das luzes piscando registradas em uma serra de Xambioá, no norte do Tocantins, exigiria a coleta de amostras do solo e o uso de equipamentos específicos. O fenômeno foi gravado no fim de maio e ganhou repercussão nas redes sociais.

"O Tocantins tem histórico de grandes fenômenos. Locais isolados e de natureza preservada costumam ter a presença desses fenômenos, que não se manifestam muito em cidades povoadas", afirmou.

 

As imagens foram registradas na noite de 28 de maio e divulgadas no dia 2 deste mês. O vídeo mostra luzes fortes piscando em uma serra na zona rural da cidade, o que intrigou internautas devido à semelhança com um fenômeno relatado dias antes no Paraná.

O programador Anderson Oliveira, que filmou as luzes piscando voltou ao local após a repercussão das imagens, mas não encontrou vestígios físicos que expliquem o fenômeno. "Não consegui avistar nada relevante que comprovasse algo, porém eu fiquei em dúvida sobre o local exato", contou.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que nenhum objeto foi identificado por radares ou reportado por aeroportos sob a jurisdição do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), no dia 28 de maio. Segundo o órgão, o controle do espaço aéreo na região ocorreu sem registros de objetos desconhecidos.

Rony Vernet analisou as imagens e avaliou que o padrão das luzes é “interessante”, com pontos quase alinhados que alternam cor e intensidade. Segundo ele, esse comportamento afasta, em um primeiro momento, explicações simples, como faróis de veículos ou lanternas de acampamento.

Segundo o pesquisador, uma investigação mais aprofundada envolveria a coleta de solo e o uso de instrumentos como magnetômetros para medir campos magnéticos no local.O especialista também ressalta que a qualidade de gravações noturnas feitas em celulares dificulta a análise, já que o sensor pequeno gera muito "ruído".

“No foco automático, uma luz distante fica embaçada e parece muito maior do que é. O ideal seria usar o foco manual e ajustar o ISO para ter uma imagem mais nítida e entender se há algum objeto atrás da luz”, orientou Rony.