Justiça Tocantins
Condenado por matar ex durante festa de aniversário no TO é preso quase sete anos após crime
Maycon Jhonatan Bispo de Assis foi localizado em Balneário Piçarras (SC). Ele foi condenado a 32 anos de prisão pelo feminicídio de Diannes Maria Silva Marques, ocorrido em 2019.
21/10/2026 09h32
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins

Maycon Jhonatan Bispo de Assis, que estava foragido desde novembro de 2019 pelo assassinato da ex-companheira Diannes Maria Silva Marques, foi preso nesta terça-feira (20), em Balneário Piçarras, em Santa Catarina. Ele foi condenado definitivamente, em 2024, a 32 anos de prisão pelo crime, ocorrido em Gurupi, na região sul do Tocantins.

O assassinato aconteceu na noite de 23 de novembro de 2019, em uma casa no Setor Canaã, onde Diannes comemorava o aniversário de 25 anos ao lado de familiares. Maycon desferiu vários golpes de faca contra a vítima na presença de dois irmãos dela e da filha do casal, que tinha 4 anos na época.

Conforme apuração da TV Anhanguera, o homem foi localizado no imóvel onde morava com a atual esposa e uma filha. A busca foi resultado de uma investigação conduzida pela 3ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DHPP) de Gurupi, que realizava levantamentos de inteligência desde a época da fuga.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Caça Fantasma e contou com cooperação interestadual e troca de informações entre a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil do Tocantins (2ª DIP/PCTO), o Projeto Capturas da Secretaria Nacional de Segurança Pública (DIOPI/Senasp), as polícias civis do Rio Grande do Sul (DEIC/Capturas), de Santa Catarina e do Paraná, além de agências locais de inteligência das polícias Civil e Militar de Balneário Piçarras e Penha (SC).

Mesmo foragido da Justiça, Maycon foi julgado pelo Tribunal do Júri da comarca de Gurupi em setembro de 2024. Na ocasião, o conselho de sentença o condenou a 32 anos e 23 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, além do pagamento de R$ 50 mil à família da vítima por danos morais.

A Justiça considerou o crime qualificado por feminicídio, por ter sido praticado em contexto de violência doméstica e familiar, e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, descrito na decisão como uma conduta “traiçoeira”.

O g1 entrou em contato com o responsável pela defesa de Maycon no processo. O profissional informou que deixou o caso após perder o contato com Maycon e os familiares dele. A reportagem tenta localizar a defesa atual do condenado.

Relembre o crime

 

Segundo o processo, o ataque foi motivado por ciúmes. Maycon esfaqueou a jovem após ela tentar se aproximar para abraçá-lo, depois de uma discussão.

Diannes chegou a ser socorrida com vida pelos irmãos e levada ao Hospital Regional de Gurupi, onde passou por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, Maycon fugiu do local.