Um incêndio florestal está consumindo áreas de fazendas localizadas em Araguanã, no norte do Tocantins. O fogo começou na tarde de sexta-feira (30) e até a manhã desta segunda-feira (2), mais de 100 pessoas atuavam no combate às chamas.
Segundo Patrick Rangel, secretário de meio ambiente do município, a prioridade no momento é evitar que o vento leve as chamas para a zona urbana. "Vamos acompanhando a movimentação [do fogo]. Ontem o combate foi para as chamas não passarem para as demais fazendas e chegarem a cidade, mas o vento não ajuda", comenta.
Equipes de brigadistas, Defesa Civil e voluntários estiveram no local durante toda a noite de domingo (1º), mesmo assim não foi possível controlar as chamas.
De acordo com a Brigada de Incêndio da cidade, uma propriedade da região estava sendo gradeada e durante o contato dos discos com pedras se formaram faíscas que atingiram a vegetação. Por causa do tempo seco e ventos fortes, o fogo se espalhou rapidamente e formou o incêndio de grandes proporções.
Imagens da região mostram a situação das propriedades. As chamas produziram muita fumaça e atingiram uma grande extensão de terra, podendo ser vistas de longe.

Entre os envolvidos no combate estão pessoas da Defesa Civil com o reforço do Sindicato Rural de Araguaína, que enviou carros-pipas e trabalhadores para ajudar a controlar o incêndio.
A brigada informou também que a expectativa é que o controle das chamas seja feito ainda neste sábado, até o final do dia. Com as ações já feitas com ajuda das equipes, pelo menos 60% das chamas foram extintas, informou.
Conforme informações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Araguanã, além das fazendas, o fogo atingiu algumas propriedade do Projeto de Assentamento Inhumas. Fazendeiros e assentados também se juntaram às equipes no combate.
Tocantins está entre os 16 estados que enfrentam, neste ano, a pior estiagem no período de maio a agosto desde 1980. As informações são do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais, que é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Segundo os dados é a primeira vez em ano que se observa uma seca tão severa.
A seca teria iniciado em 2023 com a chegada do El Niño, que mudou o ciclo das chuvas. Neste ano, após o encerramento do fenômeno em abril, veio o aquecimento do Atlântico Tropical Norte, reflexo do aquecimento global, que fez com que o padrão de chuvas continuasse alterado.
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