O bebê Mathias, de sete meses, está internado no Hospital Geral de Palmas (HGP), onde aguarda transferência para poder passar por um tipo de hemodiálise que não é realizada no Tocantins. A Justiça deu um prazo de 24 horas para que o Estado encaminhe o paciente a uma outra unidade hospitalar. Enquanto isso, a mãe do bebê, Erlem Cassia Pereira teme pela vida do filho.
"Um desespero. Estou de mãos atadas, não posso fazer nada pelo meu filho e ele está nesse estado grave. É só esperar em Deus, muita oração, porque os médicos não têm mais o que fazer, porque esse tratamento não tem aqui no Tocantins. Essa hemodiálise prisma. E se não transferir o quanto antes ele corre esse risco de óbito mesmo".
A decisão foi assinada pelo juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira, às 11h39 de terça-feira (10). Até a tarde desta quarta-feira (11), o bebê não havia sido transferido, segundo a mãe. A Secretaria Estadual de Saúde informou que "a demora no atendimento do paciente se dá pela não disponibilidade de vagas nos centros especializados do país" (veja nota completa abaixo).
Mathias está internado no hospital desde a última sexta-feira (6), quando apresentou quadro de infecção. Ele tem a doença renal policística e precisa passar por uma hemodiálise contínua, que não é feita no estado.
"Eu estou aqui perdida, porque até agora ninguém me ligou, falando que horas que foi transferido, se vai ser transferido. Estou esperando em Deus para ver se acontece logo essa resposta. Para ele ser transferido o quanto antes, enquanto dá tempo, porque o estado dele já não permite mais nenhum minuto de espera", contou a mãe.
Vendo a situação do filho, Erlem procurou a Justiça para conseguir o tratamento especializado em maio deste ano. Na época, a Justiça chegou a determinar um prazo de 72h para que o paciente passasse por avaliação com equipe de nefrologia no HGP ou em outra unidade hospitalar do país.
"No último caso com responsabilidade de pagamento das despesas relativas ao deslocamento da autora e do seu acompanhante para realização do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), por transporte aéreo, observada as normas da Portaria Secretaria de Atenção à Saúde", determinou a Justiça.
Segundo a médica nefrologista Andrea Cristina, quanto mais tempo o bebê ficar sem o tratamento adequado, maior será o risco de morte.
"Ele está em um processo muito grave, tratando uma infecção, recebendo antibiótico, recebendo muitos componentes no sangue, volume. E esse líquido tem que sair. Se eu não consigo tirar esse líquido do corpo da criança, ele vai reter e vai dificultar a ventilação mecânica, que é a respiração. Daí eu não consigo passar o oxigênio para essa criança, o corpo vai falhar porque nenhuma célula do organismo funciona sem oxigênio. Cada 10 horas, cada 12 horas que espera esse tratamento, aumenta a morbidade e mortalidade dessa criança", explicou.
A Secretaria de Estado da Saúde informa que o paciente Mathias Pereira de Sousa segue sob os cuidados da equipe multiprofissional do Hospital Geral de Palmas (HGP) e as equipes da Central Estadual de Regulação (CER) e do Núcleo de Demanda Judiciais da Pasta trabalham para a localização dos serviços de referência no país, que possam realizar o procedimento que seu quadro clínico precisa, uma vez que o mesmo não é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tocantinense.
A SES-TO destaca que a demora no atendimento do paciente se dá pela não disponibilidade de vagas nos centros especializados do país.
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