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Polícia Pium

Coordenador de escola é preso suspeito de estuprar e coagir aluna a gravar vídeos íntimos, diz delegada

O homem foi preso em Pium, onde trabalhava em uma escola da rede municipal como coordenador. Segundo a polícia, ele já era investigado por outro caso de estupro em Palmas.

20/03/2025 16h36
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins
Coordenador de escola é preso suspeito de estuprar e coagir aluna a gravar vídeos íntimos, diz delegada

Um homem de 53 anos, que trabalha como coordenador disciplinar em uma escola de Pium, foi preso suspeito de estuprar uma aluna quando ela tinha 11 anos. Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria coagido a vítima a gravar e enviar vídeos íntimos. Além disso, ele ameaçou a vítima se passando por uma mulher na internet, dizendo que lia cartas e poderia jogar uma maldição nela e na mãe dela se não fizesse o que era ordenado.

O nome do suspeito não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu contato com a defesa dele. A reportagem solicitou um posicionamento à Prefeitura de Pium, mas não teve resposta até a publicação da reportagem.

Durante a operação da Polícia Civil, realizada nesta quinta-feira (20), também foram apreendidos equipamentos onde o suspeito estaria armazenando imagens de nudez de crianças e adolescentes.

O crime de estupro chegou ao conhecimento da polícia na última segunda-feira (17), após a ocorrência ser registrada no final de semana. A vítima que hoje tem 12 anos, teria sido abusada sexualmente quando tinha 11, segundo a polícia.

Com andamento das investigações, a delegada Jeannie Daier de Andrade identificou que o coordenador já era investigado por outro crime de estupro, desta vez contra a própria enteada. O caso aconteceu em 2017, em Palmas.

 

Troca de endereço, perfil falso e ameaça

Conforme a Polícia, em 2018 o suspeito se mudou de Palmas para Pium, onde passou a trabalhar como coordenador disciplinar de uma escola municipal. Segundo a delegada, ele conheceu aluna e criou um perfil falso em uma aplicativo de mensagem, onde se passava por uma mulher. A criança era ameaçada e obrigada a ir até sala dele, onde eram cometidos os abusos.

"Ele se passava por uma mulher a qual lia ‘cartas’ e poderia ‘jogar uma maldição contra ela e sua mãe’, caso a menina não gravasse vídeos íntimos e os enviasse, além de ter que ir pessoalmente à sala do referido coordenador e fazer tudo que ele mandasse”, disse Jeannie Daier.

Com as informações apuradas, a delegada teve autorização da Justiça para cumprir o mandado de prisão preventiva e busca e apreensão de equipamentos.

O coordenador foi levado para Unidade Prisional de Paraíso, onde deve permanecer à disposição da Justiça.

 

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