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Um mês após assassinato de vigia em shopping de Palmas, atirador segue foragido da polícia

Crime aconteceu no início de novembro, após dono de carro de luxo estacionar de forma irregular e ser repreendido pela vítima. Atirador contratou advogado e entregou arma do crime, mas não se apresentou.

30/12/2025 10h23
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins
Um mês após assassinato de vigia em shopping de Palmas, atirador segue foragido da polícia

Nesta segunda-feira (29) completa um mês do assassinato do vigia Dhemis Augusto Santos, de 35 anos, em um shopping em Palmas. O atirador é Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos. Ele teve um mandado de prisão expedido pela Justiça e apresentou um advogado, mas segue foragido.

Dhemis foi assassinado na noite do dia 29 de novembro, enquanto trabalhava no Aldeia Mall Shopping, que fica na quadra 203 Sul. O crime foi registrado por uma câmera de segurança. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que não "há novidades sobre o caso" e as investigações seguem sob sigilo para não comprometer o andamento dos trabalhos policiais.

Segundo apurado pela investigação, Waldecir estacionou o veículo que dirigia de forma irregular e atingiu uma baliza sinalizadora. Ele foi advertido por Dhemis e isso levou à discussão que terminou com o vigia baleado e morto.

Waldecir teve o mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal de Palmas no dia 30 de novembro. Ele contratou um advogado, que levou a polícia até a arma usada no crime, mas não se apresentou e segue foragido.

Durante o mês de dezembro, o advogado Zenil Drumond afirmou que a decisão de se entregar ou não era apenas do cliente. Neste domingo (28), ele disse ao g1 que lamenta o que aconteceu e acredita que as imagens das câmeras externas vão ajudar a esclarecer os fatos.

"Quanto à apresentação do Sr. Waldecir às autoridades, é importante destacar que ninguém é obrigado a se apresentar sem que haja segurança jurídica, e qualquer decisão nesse sentido será tomada no tempo adequado, com base em análise técnica e estratégica, respeitando-se integralmente as garantias constitucionais da ampla defesa e da presunção de inocência”.

A TV Anhanguera apurou que Waldecir tinha registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) ativo, mas não teria permissão para portar a arma em público. Além disso, ele chegou a ser condenado em 2013 ao ser flagrado com uma arma, sem autorização de porte, em uma churrascaria.

Relembre o crime

 

Dhemis era funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviço no shopping. A discussão entre o suspeito e vítima começou por causa do estacionamento do local.

Waldecir estava em um carro de luxo, uma Range Rover Evoque, e atingiu uma baliza sinalizadora, momento em que Dhemis o advertiu sobre a parada irregular. O suspeito sacou uma pistola da cintura e atirou contra Dhemis.

O circuito de monitoramento interno do shopping registrou toda a ação e o ataque a Dhemis. Nas imagens é possível ver que Waldecir gesticula, saca a arma e aponta para o rosto de Dhemis. Depois de atirar na barriga da vítima, ele continua com as ameaças, conforme mostram as imagens.

Após o crime, o carro foi encontrado na casa de Waldecir, que fica na região central de Palmas. Pelas frestas no portão, os policiais viram que o veículo estava coberto por uma lona.

A equipe entrou no local na tentativa de prender o suspeito em flagrante, mas a casa estava vazia.

Dhemis era natural de Sergipe e morou na Bahia antes de vir para o Tocantins em busca de emprego, há um ano. Segundo Edmilson dos Santos, chefe da empresa onde a vítima trabalhava, ele estava se estabilizando financeiramente e queria construir uma família.

 

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