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Polícia Paraíso do Tocantins

Suspeita de estelionato prometia financiamentos e causou prejuízo de R$ 40 mil a empresários, diz polícia

Vítimas são de Paraíso do Tocantins. Investigada já possui processos da mesma natureza e foi presa preventivamente.

21/01/2026 08h23
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins
Suspeita de estelionato prometia financiamentos e causou prejuízo de R$ 40 mil a empresários, diz polícia

Dalila dos Santos Silva, de 37 anos, foi presa por suspeita de aplicar golpes em pequenos empresários de Paraíso do Tocantins. Segundo a investigação, ela é contadora e prometia financiamentos com diversos benefícios, mas se apropriou de pelo menos R$ 40 mil de vítimas, o que configura crime de estelionato.

A operação que investigou a mulher foi nomeada de Cavalo de Tróia, e os policiais da 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins cumpriram mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e sequestro de bens contra a suspeita, nesta terça-feira (20).

A defesa de Dalila afirmou, em nota, que "os elementos inquisitoriais são frágeis e não delimitam qualquer conduta criminosa realizada por parte da investigada" e que provará a inocência da cliente (veja nota completa abaixo).

O Conselho Regional de Contabilidade do Tocantins informou que a contadora está com o registro suspenso desde o mês de maio de 2024, por praticar atos irregulares no exercício profissional (veja nota completa abaixo).

De acordo com a Polícia Civil, a contadora agia da seguinte forma: ela abordava os empresários afirmando que conseguiria intermediar altos financiamentos com juros baixos e parcelas acessíveis. Entretanto, para conseguir o financiamento, ela cobrava pagamentos de taxas antecipadas. Com isso, conseguiu se apropriar de cerca de R$ 40 mil de vítimas que denunciaram o estelionato.

Apesar da promessa, conforme explicou o delegado responsável pelo caso, José Lucas Melo, os empresários começaram a perceber a demora na liberação dos financiamentos. Mesmo após diversas justificativas da investigada, as vítimas foram atrás dos órgãos responsáveis pela liberação de crédito e descobriram que não havia nenhuma solicitação de financiamento em seus nomes. Além disso, também não havia nem a possibilidade de conceder os valores.

Diante da suspeita de golpe, três empresários procuraram a Polícia Civil para denunciar a contadora, após repassarem os valores cobrados por ela.

"As condutas atingiram não apenas o patrimônio das vítimas, mas também a economia local, uma vez que os recursos seriam destinados ao fortalecimento de pequenos negócios”, destacou o delegado José Lucas.

Além da suspeita de estelionato contra os microempresários e Paraíso, a polícia descobriu que a mulher já responde a ações penais por crimes da mesma natureza, além de falsificação de documentos.

Após o cumprimento do mandado de prisão, a mulher foi levada para a Unidade Prisional Feminina de Palmas e está à disposição da Justiça. O inquérito sobre o caso será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Já o nome da operação diz respeito à história mitológica em que um cavalo passou a simbolizar uma armadilha. O delegado explicou que a investigada afirmava que iria facilitar os financiamentos, mas a realidade é que causou prejuízos aos empresários de Paraíso.

 

Íntegra da nota da defesa

 

O escritório Medrado & Albuquerque, por meio de seus advogados subscritores, recebeu com surpresa a deflagração da operação “Cavalo de Troia”, e assevera que os elementos inquisitoriais são frágeis e não delimitam qualquer conduta criminosa realizada por parte da investigada.

A defesa tomará as medidas cabíveis para o restabelecimento da liberdade e provará nos autos do inquérito policial a inocência de sua cliente, reafirmando a necessidade de que seja respeitado o direito constitucional à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa.

 

 

Íntegra da nota do Conselho de Contabilidade

 

O Conselho Regional de Contabilidade do Tocantins esclarece que a contadora Dalila dos Santos Silva, presa nessa terça-feira, 20, na Operação Cavalo de Tróia da Polícia Civil está com o registro suspenso desde o mês de maio de 2024 por praticar atos irregulares no exercício profissional. O parecer de Censura Pública e Suspensão foi emitido por meio da Câmara de Fiscalização, Ética e Disciplina. A suspensão é válida até 22/08/2027.

O CRCTO não compactua com práticas que contrariem a legislação, as Normas Brasileiras de Contabilidade e o Código de Ética do Contador. O exercício profissional deve observar rigorosamente as normas técnicas e éticas estabelecidas pelo Sistema CFC/CRCs.

 
 
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