Badoque, baladeira, atiradeira ou estilingue. O objeto é o mesmo, mas os nomes variam conforme a região do Brasil, carregando história, cultura e identidade local. Conhecido principalmente como brinquedo de infância, o estilingue atravessou gerações e, no Tocantins, deixou de ser apenas uma brincadeira para se transformar em competição esportiva.
Tradicionalmente feito de galhos de madeira em formato de “Y”, tiras de borracha e um pequeno pedaço de couro ou borracha para apoiar a pedra, o estilingue foi, durante décadas, uma das brincadeiras mais acessíveis às crianças do interior.
Dependendo da região do país, o objeto ainda pode ser chamado de atiradeira, bodoque e funda. As diferenças de nomenclatura refletem a diversidade cultural e mostram como um mesmo objeto ganha novos significados conforme o território.
Sem depender de tecnologia ou alto custo, a brincadeira estimula a criatividade, a coordenação motora e a convivência em grupo. Apesar disto, atualmente, também é possível encontrar o objeto à venda com composição diferente, com o corpo de metal, por exemplo.
No Tocantins, a tradição se manteve viva e evoluiu para competições que atraem participantes de diferentes cidades, valorizando um costume popular que faz parte da memória afetiva de muitas famílias.
No fim de janeiro, o loteamento Coqueirinho, na zona rural de Palmas, recebeu o 1º Campeonato de Baladeira, mas o evento foi realizado outras duas vezes na capital. A distpua atraiu pessoas de várias regiões do estado e acumulou inscrições de 100 participantes.
A ideia partiu dos amigos Evandro Abreu e Getúlio da Silva, conhecido como Jacaré. Eles decidiram resgatar, de forma saudável, a brincadeira que fez parte da infância dos dois.
"A gente fez o campeonato do tiro esportivo justamente para não incentivar as pessoas a usarem o estilingue como arma de caça, para matar pássaros e pequenos animais. Então estamos utilizando nessa modalidade do tiro esportivo para resgatar e preservar a natureza", contou Evandro.
Para pontuar no 1º Campeonato de Baladeira 2026, os competidores precisam acertar o alvo a uma distância de dez metros. A munição é a bolinha de gude.
Cada competidor recebe cinco bolinhas de gude e tem cinco alvos. Quem derrubar mais, avança para as próximas etapas. Os dois finalistas disputam a premiação de R$ 500.
Tocantins Café da manhã dos campeões: Chambari faz sucesso no dia a dia dos tocantinenses
Tocantins Ourivesaria de Natividade é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil
Tocantins Vagas de estágio abertas no Tocantins oferecem bolsas de até R$ 1,5 mil; confira
Tocantins Anciã indígena Karajá que estampou cédula de 1 mil cruzeiros morre aos 100 anos no Tocantins
Tocantins 15 de agosto: Dia do Senhor do Bonfim será feriado estadual pela primeira vez no Tocantins
Tocantins Romaria do Senhor do Bonfim terá missas e show do padre Fábio de Melo, no Tocantins; veja programação Mín. 20° Máx. 27°
Mín. 19° Máx. 26°
ChuvaMín. 20° Máx. 22°
Chuva