A Polícia Civil indiciou a mãe e o padrasto de uma menina de 10 anos por estupro de vulnerável e por omissão, na região norte do estado. A ação ocorreu após a conclusão de um inquérito que apurou a denúncia de que a criança estaria grávida.
Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados e, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
Conforme a polícia, a investigação começou após uma denúncia encaminhada pelo Disque 100 ao Conselho Tutelar. Após a confirmação da gestação e a realização do procedimento de aborto legal, a Polícia Científica realizou exames de confronto genético para identificar o autor.
O laudo produzido pelo Laboratório de Genética Forense confirmou, com probabilidade estatística elevada, que o padrasto da vítima é o pai biológico do feto.
O homem foi preso preventivamente no curso do inquérito e segue detido. Já a mãe da criança responde ao caso em liberdade. Segundo a investigação, ela deixou de adotar medidas para proteger a filha mesmo diante de indícios da violência.
As conclusões do caso foram apresentadas pela delegada Sarah Lilian de Souza Rezende em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (16), na Delegacia Regional de Araguaína.
O relatório final do inquérito policial já foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para análise do Ministério Público e adoção das providências cabíveis.
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