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Rede de apoio e passagem por três cidades: como foi a fuga do assassino investigado pela morte de vigia em Palmas

Waldecir José de Lima Júnior é investigado por matar a tiros o vigia Dhemis Augusto Santos em um shopping de Palmas. Segundo a Polícia Civil, ele foi preso enquanto se escondia na casa da sogra.

24/03/2026 08h21
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins
Rede de apoio e passagem por três cidades: como foi a fuga do assassino investigado pela morte de vigia em Palmas

Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, investigado por matar a tiros o vigia Dhemis Augusto Santos, foi preso pela Polícia Civil em Palmas, após quase quatro meses foragido. Segundo as investigações, ele tinha uma rede de apoio de familiares e amigos que o ajudavam a fugir da polícia, passando por pelo menos três cidades de Goiás até voltar ao Tocantins.

Dhemis foi morto na noite do dia 29 de novembro de 2025, enquanto trabalhava em um shopping na região sul da capital, após advertir Waldecir sobre o estacionamento irregular de um carro de luxo. Imagens de câmera de segurança do local mostram o momento em que o investigado saca uma arma e atira na barriga do vigia.

Após o disparo, Waldecir José fugiu. Na época, a polícia chegou a localizar o endereço dele e encontrou o veículo usado na fuga na garagem da casa, mas ele não estava no local. Waldecir José foi preso na manhã desta segunda-feira (23) na casa da sograenquanto tentava se esconder embaixo da cama do filho de 12 anos.

A defesa de Waldecir informou que, antes de a polícia prender o motorista, ele já pretendia se apresentar na delegacia nesta segunda-feira, às 10h. "Infelizmente não conseguimos apresentá-lo espontaneamente, mas isso não muda o rumo do nosso trabalho. O acusado Waldecir e sua defesa confiam na Justiça tocantinense", afirmou o advogado Paulo Roberto.

Após a prisão, o investigado foi levado para a Unidade Prisional de Palmas, onde permanece à disposição da Justiça. O inquérito policial deve ser concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público (MP).

Fuga com apoio familiar

 

Após o crime, o carro usado na fuga foi encontrado na casa de Waldecir, que fica na região central de Palmas. Por frestas no portão, os policiais viram o veículo na madrugada do dia 30 de novembro. A equipe entrou no local na tentativa de prender o suspeito em flagrante, porém a casa estava vazia. Durante a ação, ainda foram apreendidas munições.

De acordo com as investigações, o motorista tinha uma rede de apoio que o ajudava a fugir da polícia. Após o crime, ele fugiu do Tocantins e passou por Goiânia (GO), Trindade (GO) e Anápolis (GO), com ajuda financeira de amigos e familiares.

"Ele estava com uma rede de apoio muito grande, tendo evadido o estado, passou por outros estados, outras cidades. Devido a essa rede de apoio que ele tinha, às condições que o cercavam, tornou-se muito difícil. Toda vez que a gente chegava, ele conseguia fugir e não conseguimos prendê-lo com tanta rapidez, algumas vezes ele contava até com a sorte, em que, quando chegávamos no local, falavam que ele já tinha saído há um dia ou uma semana", explicou o delegado Israel Andrade, responsável pelas investigações, em entrevista à TV Anhanguera.

 

Preso na casa de sogra

Ainda segundo o delegado, a polícia continuou monitorando as fugas de Waldecir José e identificou que ele havia retornado para Palmas, onde estava na casa da sogra. Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, os familiares tentaram negar que o suspeito estivesse na cidade.

“Tivemos conhecimento que ele [Waldecir José] estava aqui em Palmas há alguns dias. Então o localizamos em uma residência na região sul. Em momento nenhum houve colaboração, especificamente hoje, ao chegarmos à residência, os familiares disseram que ele não estava lá e que não tinha ido à casa. No primeiro momento, tentaram frustrar a operação policial, mas já tínhamos certeza de que ele estava no imóvel e acabamos localizando-o debaixo da cama do filho de 12 anos, onde estava escondido”, afirmou o delegado.

A suspeita da polícia é de que ele tenha voltado a Palmas para o aniversário do filho.

 

Advogados contratados em fuga

 

Waldecir teve o mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal de Palmas no dia 30 de novembro de 2025. Mesmo foragido, ele chegou a contratar um advogado, que indicou à polícia o local onde estava a arma usada no crime, em um endereço no centro da capital. Apesar disso, o suspeito não se apresentou às autoridades.

Na época, a defesa afirmou, em entrevista à TV Anhanguera, que Waldecir temia se entregar. “Neste momento, ele não se sente seguro para se apresentar devido à grande repercussão e ao clamor social. No momento adequado, ele será apresentado”, disse o advogado Zenil Drumond, que atuava em sua defesa.

Posteriormente, durante o período de fuga, o motorista trocou de advogado.

 

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