A Polícia Civil segue com as buscas pela empresária Claúdia Fernanda Cândido da Silva. Ela é investigada por supostas fraudes no contrato de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas, que tem o valor de R$ 139 milhões.
Cláudia está foragida desde o dia 10 de junho, quando a Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) deflagrou uma nova fase da Operação Falsa Emergência. A secretária de Saúde, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram presos.
A empresária é apontada pelo Ministério Público como representante da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade beneficiada pelo contrato firmado com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus). A Santa Casa afirmou que a empresária não representa a instituição.
O advogado da empresária afirmou que não teve acesso aos autos e disse que "ela só irá se apresentar após ter acesso ao processo e saber por que está sendo presa".
A defesa da secretária Dhieine Caminski informou que ainda não teve acesso a todo o material e não tem condições de se manifestar sobre o mérito neste momento. O advogado de Andreis Vicente afirmou que reiterou a solicitação de acesso aos autos do inquérito, não obteve retorno e está avaliando as alternativas jurídicas.
A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que não está sendo investigada nesta operação. A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informou que acompanha o caso e aguarda o acesso aos autos para se manifestar (veja nota completa abaixo).
Um dos pontos centrais da investigação é a relação da empresária com o então superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa.
O Ministério Público indicou que Cláudia alugou um carro de luxo (BMW/X1 S20I M SPORT, ano fab/mod 2025/2026) um dia antes da assinatura da Justificativa de Dispensa de Chamamento Público, documento que dispensou procedimento licitatório.
O veículo supostamente foi entregue ao superintendente da Semus, responsável por montar o processo de contratação. Para os investigadores, o uso do veículo pode indicar vantagem indevida disfarçada, já que o custo é considerado incompatível com a renda do servidor.
A BMW era utilizada constantemente pelo superintendente. O veículo foi locado a um custo global de R$ 228.576,00 por dois anos, equivalente a R$ 9.524,00/mês.
Ainda conforme os autos, o superintendente usava o carro com frequência, mantinha proximidade com a empresária e frequentava o endereço dela. Relatórios também apontam que os dois viajaram para o estado de São Paulo durante o andamento das investigações.
A Justiça decretou a prisão preventiva da empresária com base na gravidade dos fatos, no alto valor envolvido e no risco de continuidade das práticas investigadas.
A decisão também menciona que o contrato investigado segue em execução, com repasses milionários, o que reforça a necessidade da medida cautelar.
Cláudia Fernanda já responde a outros processos relacionados à área da saúde em Palmas. Entre eles estão uma ação de improbidade administrativa e um inquérito policial por suspeitas de irregularidades na compra de insumos de saúde. Ela responde pelo desvio de R$ 1 milhão em contratos relacionados ao fornecimento de testes rápidos da Covid-19, em 2020.
O processo tramita na 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas. De acordo com o registro de movimentação dos autos, o caso foi encaminhado para o juiz no dia 21 de maio de 2026 e aguarda julgamento.
A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informa que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar.
A secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram autorizados pela Justiça para serem conduzidos para o Batalhão do Comando Geral da Polícia Militar até audiência de custódia.
As ações da Secretaria de Saúde seguem normalmente, sem prejuízos à população, inclusive no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte.

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