Celebrado no dia 18 de junho, o dia do orgulho autista é marcado pela luta contra o preconceito. A data relembra que o transtorno do espectro autista (TEA) está longe de ser uma doença. Débora Dias é psciopedagoga e mãe de duas crianças que possuem o espectro. A filha de 7 anos, Alice, foi a primeira da família a ser diagnosticada. Segundo a mãe, ela apresentava características que chamaram a atenção, incluindo o hiperfoco.
Alice foi diagnostica quando tinha 2 anos de idade. Depois da notícia, o filho Pedro de 11 anos e o marido também descobriram que possuem o espectro. Segundo Débora, Pedro possui um hiperfoco em desenhos animados e no início não percebeu os sinais do autismo.
"Quando ele demonstrou esse interesse, principalmente o interesse muito restritos dele. Para gente foi 'nossa ele é uma criança inteligente'. Não notamos os sinais claros, como na Alice. O Pedro ele traz a repetição muito grande em cima do assunto que é de interesse dele', disse a mãe.
Já o hiperfoco de Alice é em cobras e répteis. Esse interesse é tratado em terapia para ensinar a ela como agir caso veja uma cobra de verdade.
"É uma preocupação que a gente tem, ela já falou várias vezes que queria encontrar uma cobra boazinha e a gente precisou tratar isso em terapia, para que ela tivesse um repertório de comportamento caso acontecesse. E aconteceu no Cesamar. Para ela saber o que fazer, saber que poderia ter um perigo", explicou Débora.
No autismo é quando quem tem o diagnóstico apresenta um interesse intenso em um ou mais assuntos. As habilidades e inteligência podem ajudar no desenvolvimento, mas também podem prejudicar a partir do momento em que tira o interesse de outras tarefas cotidianas importantes.
A psicóloga, Maria Paula Nogueira, explica que há casos em que é necessária intervenções para que a criança concilie seu hiperfoco com outras situações.
"A criança ela acaba perdendo um pouco algumas questões dentro da socialização, porque não é toda criança e adolescente que vai falar da mesma coisa. E essa criança não vai ter interesse em brincar ou até mesmo em atividades diárias. Coisas que não envolvem o hiperfoco, eles não têm um interesse. Então a gente tem que trabalhar dentro das intervenções. Não é que a gente vai tirar o que a criança gosta, a criança sempre tem um poder de escolha, mas a gente vai começar a introduzir outras coisas para que ela consiga passar por várias situações", disse.
E quanto mais cedo a intervenção melhor, segundo a pscicóloga. "É importante os pais ficarem de olho quando a criança está tendo um prejuízo no desenvolvimento e buscar intervenção. E sempre alertando com essa intervenção precoce".
Valdete Coelho é mãe de Marcos Paulo de 14 anos, que possui o espectro autista. Ela é pedagoga e nos últimos anos procurou se especializar na área para entender e ajudar mais o filho.
"Me especializei em neuropisciopedagogia clínica. E logo após em análise do comportamento aplicada. E no momento a gente tá aí galgando na segunda graduação em pscicologia. Tudo isso para tentar entender melhor e auxiliá-lo da melhor forma possível", disse a mãe.
O pai de Marcos, Ednei Coelho, é pastor. Segundo a família, o filho encontrou na igreja algo que despertou seu interesse pela música e louvores.
"É uma criança que todos os dias nos faz surpresas, né? Com novidades, com coisas novas que ele aprende, palavras novas. É muito interessante. Ser pai de autista é uma bênção. A gente costuma perguntar 'Marcos Paulo quem é você', ele responde 'eu sou presente de Deus', contou o pai.
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