A Polícia Civil cumpre mandados judiciais nesta sexta-feira (24) contra um grupo suspeito de associação criminosa e agiotagem em Guaraí, no norte do Tocantins. Entre os alvos estão dois policiais militares e um policial penal, que, segundo a investigação, usavam a estrutura do Estado e armamento oficial para intimidar vítimas durante a cobrança de dívidas.
Conforme apurado pela TV Anhanguera, a Operação Nêmesis cumpre 13 ordens judiciais, expedidas pelo juiz de garantias Milton Lamenha, que determinou a prisão preventiva de dois policiais militares, um policial penal e um homem apontado como agiota.
Também são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três mandados de suspensão de funções públicas. Além das prisões, o magistrado determinou a suspensão das funções públicas dos agentes por 60 dias e o recolhimento das armas.
O g1 questionou a Polícia Militar e a Secretaria da Cidadania e Justiça sobre a operação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
De acordo com a investigação, conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Palmas, o grupo usava o prestígio dos cargos públicos e armamento de serviço para realizar cobranças de dívidas em nome de um agiota da cidade.
Um empresário de 45 anos e a mãe dele, de 65 anos, estão entre as vítimas do grupo. Os dois teriam sofrido ameaças e intimidações para pagar empréstimos com juros abusivos, cobrados ao longo de mais de dois anos.
Segundo a Polícia Civil, a dívida teve início em Guaraí, onde o empresário contraiu empréstimo com um dos investigados, um homem de 52 anos. Com a cobrança de juros mensais elevados, que chegaram a R$ 4 mil, o valor aumentou e se tornou impossível de quitar.
Mesmo após a venda do estabelecimento comercial da vítima em Guaraí, o grupo continuou cobrando o dinheiro.
Já em Palmas, onde o empresário passou a morar e abriu um novo comércio, as cobranças se intensificaram. No dia 25 de fevereiro de 2026, o local foi invadido por pessoas que exigiam o pagamento da dívida por meio de ameaças graves e intimidação armada contra a mãe do empresário.
Entre os investigados estão um servidor público contratado, de 36 anos, e dois servidores públicos efetivos, de 30 e 47 anos. Eles não tiveram os nomes divulgados, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa.
A Polícia Civil apurou que um dos investigados chegou a simular o registro de uma ocorrência para pressionar o pagamento.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações seguem em andamento para identificação de possíveis outros envolvidos.
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