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Laudo revela causas das mortes de técnica de enfermagem e bebê após parto em hospital; família denunciou falta de especialistas

Polícia Civil abriu inquérito e investiga eventual crime de homicídio culposo. Ministério Público pediu medidas de urgência para regularizar atendimento na maior maternidade pública do Tocantins.

12/11/2024 14h53
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins
Laudo revela causas das mortes de técnica de enfermagem e bebê após parto em hospital; família denunciou falta de especialistas

O laudo com as causas das mortes da técnica de enfermagem Karle Cristina Vieira Bassorici e do filho Lorenzo foi concluído pelo Instituto Médico Legal (IML). Os dois morreram após parto no Hospital Maternidade Dona Regina e a família denunciou a falta de médicos especialistas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a mãe morreu por conta de um tromboembolismo pulmonar.

A morte de Karle aconteceu no dia 30 de outubro. Grávida de 38 semanas, ela foi ao Dona Regina na noite anterior por volta das 21h30, com queixa de febre e dores lombares, segundo a família. Ela recebeu medicação e foi liberada.

 

No dia seguinte, a técnica de enfermagem voltou à unidade com dores com sangramento. Foi feito o parto, mas o bebê teria nascido sem vida, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Ela morreu horas depois e o marido pediu justiça para que a situação não aconteça com outra família.

A SSP informou que o Boletim de Ocorrência foi registrado pela família e um inquérito policial foi instaurado para apuração de eventual crime de homicídio culposo. O laudo com as causas das mortes foi feito pelo Instituto Médico Legal (IML).

 

“De acordo com as informações constantes no laudo, Karle Cristina Vieira Bassorici, de 30 anos, faleceu em decorrência de tromboembolismo pulmonar. A causa da morte do bebê natimorto, entretanto, foi considerada indeterminada”, informou a SSP.

 

As investigações continuam em andamento e o delegado responsável segue coletando informações e provas para esclarecer as circunstâncias das mortes e adotar as medidas cabíveis.

Vistoria e pedido de regularização

 

Tanto o Ministério Público Estadual (MPE) como o Conselho Regional de Medicina fizeram vistorias no Hospital e Maternidade Dona Regina. Foram apontados problemas estruturais e grande volume de trabalho para poucos profissionais nas escalas.

O MPE entrou com uma Ação Civil Pública pedindo que o Estado regularize a escala de obstetras e pediatras na sala de parto do Hospital e Maternidade Dona Regina. Ainda não houve decisão da Justiça.

Após o pedido do MPE, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) afirmou que tem tomado medidas estratégicas para fortalecer a rede de cuidado materno-infantil no Tocantins, em especial o Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR) (veja nota completa abaixo).

Nesta segunda-feira (11), a SES reiterou que lamenta o falecimento da paciente Karle Cristina e o filho Lorenzo e "esclarece que o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) será analisado pelas comissões internas do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos e da Corregedoria da Saúde para as providências necessárias".

Também informou que aguarda a manifestação do Conselho Regional de Medicina, que foi acionado para a apuração do caso.

Íntegra da nota da Secretaria de Estado da Saúde

 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) lamenta profundamente o falecimento da paciente Karle Cristina Vieira Bassorici e seu recém-nascido, ocorrido na quarta-feira, 30, no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR).

A SES-TO esclarece que a referida paciente foi acolhida no HMRD, na terça-feira, 29, às 22h02 quando foi avaliada e recebeu alta hospitalar, sob a orientação de retornar ao local em caso e alteração do quadro clínico.

A SES-TO destaca que na quarta-feira, 30, às 6h48, a paciente retornou, quando foi avaliada, fez o parto às 7h45 e após o procedimento agravaram-se os quadros clínicos e mesmo com todos os esforços da equipe multiprofissional, lamentavelmente foram a óbito.

A SES-TO pontua que todos os trâmites internos da unidade hospitalar foi efetuada e aguarda o relatório do Instituto Médico Legal (IML), para onde o corpo da paciente foi encaminhado, para tomar as medidas cabíveis.

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