Vereadores pedem a rescisão da concessão da BRK Ambiental, em Palmas, após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apontar irregularidades no serviço prestado pela concessionária de água e esgoto, e tarifas excessivas na cobrança dos serviços de água e esgoto.
A CPI foi finalizada na quinta-feira (12), e investigou durante quase dois anos denúncias sobre a qualidade dos serviços prestados pela BRK na capital. O relator do inquérito, vereador Nego (PL), apresentou o relatório que aponta irregularidades da concessionária e omissão do poder público.
"A CPI conseguiu provar, através de documentos, através de visitas técnicas, de que o serviço prestado aqui hoje pela BRK é um serviço que não atende a população. O serviço que é prestado não justifica o preço que é cobrado", afirmou o vereador.
Nenhum representante da concessionária compareceu à CPI para acompanhar o resultado. À TV Anhanguera, a BRK Ambiental informou que está acompanhando o andamento dos trabalhos da CPI e segue a disposição para esclarecimentos.
Entre as medidas apresentadas pela CPI, os vereadores defendem uma auditoria completa na empresa, além da rescisão da concessão. O relatório final será encaminhado para o Ministério Público e a outros órgãos competentes para apuração de responsabilidades civis e criminais.
O documento também apresentou a necessidade de modernizar o sistema de tratamento de água e esgoto utilizado na capital.
"O sistema que é usado hoje, de lagoa, são para cidades menores que se pode fazer um pouco mais da afastado da zona urbana, ele é arcaico. Tem que ser feito de maneira responsável para não prejudicar o fornecimento de água e tratamento de esgoto. Não é mais justificável nós continuarmos pagando um preço abusivo, sem um serviço de qualidade", ressaltou o vereador Nego.
Os problemas com a rede de esgoto também são constantes. No último mês, a Guarda Metropolitana Ambiental mutou a concessionária em mais de R$ 36 milhões, devido a um vazamento de esgoto no setor Santa Fé, em Taquaralto. O esgoto vazou da estação e escorreu pela estrada de chão, atingindo propriedades e um córrego próximo ao local.
Sobre a estação de tratamento do Santa Fé, a BRK comunicou na época que um incidente foi causado pelas fortes chuvas na região, que geraram acúmulo de águas pluviais direcionadas de forma inadequada para as redes de esgoto.
Já sobre o mau cheiro na água, a concessionária afirmou que aconteceu por conta do baixo volume do Ribeirão Taquaruçu, onde a água é coletada. A Prefeitura de Palmas não se pronunciou sobre o caso até a publicação dessa reportagem.
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