A Polícia Federal realizou uma nova fase da investigação que apura o transporte de cerca de meia tonelada de cocaína em uma carga de melancias no Tocantins. Nesta segunda-feira (30), os policiais cumpriram três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Porto Nacional.
Os 565 kg de cloridrato de cocaína foram localizados no dia 9 de abril deste ano em um caminhão que trafegava por Fátima, na região central do estado. A droga estava escondida embaixo das melancias e, na época, cinco pessoas foram presas em flagrante, suspeitas de envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
Os nomes dos investigados não foram divulgados e, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa até a publicação desta reportagem.
Nesta fase, a Polícia Federal informou que o foco da operação era cumprir as medidas cautelares contra os suspeitos identificados durante a investigação. A PF não informou em quais locais as ordens judiciais foram cumpridas, apenas que ocorreram "em diferentes localidades e contaram com o apoio de equipes especializadas da Polícia Federal".
Os nomes dos investigados não foram divulgados e, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa até a publicação desta reportagem.
Nesta fase, a Polícia Federal informou que o foco da operação era cumprir as medidas cautelares contra os suspeitos identificados durante a investigação. A PF não informou em quais locais as ordens judiciais foram cumpridas, apenas que ocorreram "em diferentes localidades e contaram com o apoio de equipes especializadas da Polícia Federal".
As investigações revelaram que um grupo criminoso estaria atuando no tráfico de entorpecentes até fora do Brasil, tendo ramificações não só no Tocantins, mas também em outros estados.
Conforme a PF, esta foi a maior apreensão de cocaína dos últimos 15 anos no estado. Além da droga, em abril foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos utilizados na logística de distribuição dos entorpecentes, cinco armas de fogo de uso restrito e de uso proibido, incluindo pistolas e carabinas com numeração raspada e sem registro legal com os suspeitos.
A suspeita era de que a droga tinha entrado no Brasil possivelmente de avião, conforme explicou a Polícia Militar do Mato Grosso, que participou da operação com análise e compartilhamento de informações que levaram à prisão de suspeitos.
Nesta nova etapa, os policiais tinham o objetivo de desarticular a organização criminosa e interromper a atuação logística e financeira.
Conforme a polícia informou na época das primeiras prisões, os envolvidos foram indiciados pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, posse ilegal de armas de fogo de uso restrito e de uso proibido. As penas somadas podem ultrapassar 47 anos de reclusão.
O motorista que dirigia o caminhão informou em depoimento que receberia R$ 20 mil pelo transporte das drogas.
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