A Polícia Civil prendeu 20 pessoas e apreendeu cinco adolescentes durante uma operação contra suspeitos de praticar manobras perigosas, conhecidas como "grau", e de fazer apologia ao crime nas redes sociais. A ação deflagrada nesta quinta-feira (11) cumpriu 50 mandados judiciais em municípios da região do Bico do Papagaio.
Além das ordens de prisão temporária e de internação provisória, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Augustinópolis, Praia Norte, Sampaio, São Miguel do Tocantins, Araguatins e Buriti do Tocantins.
A Vara Criminal da Comarca de Augustinópolis também decretou medidas cautelares com o objetivo de impedir a continuidade das práticas ilícitas. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
A investigação apura crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e no Código Penal (CP), envolvendo exibição não autorizada de manobras, condução sem habilitação, entrega de veículo a pessoa não habilitada, apologia ao crime e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, com ênfase na adulteração e supressão de placas de motocicletas.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foi constatado que as redes sociais eram utilizadas para divulgar as manobras perigosas, por meio de vídeos que incentivam a repetição dessas condutas.
O Judiciário determinou a suspensão imediata dos perfis e conteúdos vinculados aos investigados, além de proibir a criação de novos perfis ou o uso de contas de terceiros para esse fim.
Também foi determinada a suspensão do direito de dirigir ou a proibição de obtenção da habilitação para os 25 investigados pelo prazo mínimo de 12 meses, buscando evitar a perpetuação do risco nas vias públicas.
Segundo o delegado Jacson Wutke, as condutas investigadas representam riscos concretos à vida e exigem uma resposta firme.
"Essas práticas não podem ser encaradas como brincadeira ou mera diversão. São atos que geram perigo real, colocam vidas inocentes em risco e já resultaram em tragédias. Não se trata de gravidade abstrata, mas de fatos concretos que produzem vítimas e famílias enlutadas”, contou.
Após os procedimentos cabíveis, os suspeitos foram encaminhados à Unidade Prisional de Araguatins, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para identificar eventuais participantes ainda não alcançados.
A Operação Rolezinho 244 contou com mais de 80 policiais, em ação coordenada com a Polícia Militar, a Polícia Penal e a Polícia Científica.
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