Cinco pessoas tiveram a prisão preventiva decretada, em audiência de custódia, por suspeita de tráfico de drogas. Quase meia tonelada de cocaína foi apreendida em uma pista de pouso clandestina localizada em uma fazenda em Arraias, no sudeste do Tocantins. Segundo a Polícia Federal, eles são apontados como os responsáveis pelo recebimento das drogas e a guarda das pistas clandestinas.
A decisão é do juiz André Dias Irigon, titular da 4ª Vara Federal Criminal de Gurupi, que converteu a prisão em flagrante em preventiva dos cinco custodiados.
Uma mulher e dois homens foram presos ainda no local, enquanto realizavam o descarregamento de 472 kg da droga. Eles tentaram fugir para uma região de mata, mas não conseguiram.
Segundo a decisão, dois dos suspeitos foram identificados como Allen Antônio Tavares Pereira e Marielly Moreira dos Santos, apontados como responsáveis pelo recebimento das drogas e pela guarda das pistas clandestinas. Eles foram presos em estrada vicinal de Araguacema.
A defesa dos presos informou que irá entrar em recurso em que entende que ‘o flagrante de Allen Antônio e Marielly Moreira foi ilegal pois não se enquadra em nenhuma das hipóteses previstas em lei’. Também afirmou que as ‘prisões ocorreram em circunstâncias que não caracterizam situação de flagrância, razão pela qual a medida foi considerada abusiva e desproporcional’ (veja nota na íntegra no fim da reportagem).
O juiz considerou que há provas da materialidade e indícios da autoria do grupo, que foi preso em flagrante por envolvimento direto na logística da operação criminosa.
A Polícia Militar (PM) divulgou nas redes sociais filmagens da pista onde uma aeronave de pequeno porte pousou ilegalmente, após o avião que transportava as drogas ter sido interceptado pela PF.
Após o pouso, os suspeitos estavam carregando duas caminhonetes com pacotes ilegais, quando as equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO) e da PF realizaram a abordagem.
Nas imagens aéreas registradas pela PM é possível ver a extensão da pista, o momento em que as equipes analisam a aeronave e outros momentos da abordagem
A prisão do grupo aconteceu no dia 23 de novembro. Conforme a Polícia Federal, cinco pessoas foram presas na operação, sendo três homens e duas mulheres.
O grupo tentou fugir, segundo a polícia, correndo para uma região de mata, mas as equipes conseguiram prender os envolvidos. Além da droga e das prisões, os policiais encontraram galões de combustível de aviação, uma pistola com a numeração suprimida e munições.
Tanto a droga quanto os suspeitos e outros materiais encontrados foram levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Tocantins. Após os procedimentos, os suspeitos foram levados para a Unidade Penal de Palmas, informou a PF.
A defesa entende que o flagrante de Allen Antônio e Marielly Moreira foi ilegal, pois não se enquadra em nenhuma das hipóteses previstas em lei. As prisões ocorreram em circunstâncias que não caracterizam situação de flagrância, razão pela qual a medida foi considerada abusiva e desproporcional.
Diante disso, a defesa ingressará com recurso em sentido estrito para impugnar a decisão que homologou o flagrante e converteu a prisão em preventiva, buscando o reconhecimento da nulidade da prisão e a consequente liberdade dos custodiados.
Em relação aos demais presos no mesmo procedimento, a defesa informa que protocolará nos próximos dias pedido de revogação das prisões preventivas, diante da ausência dos requisitos legais que justifiquem a manutenção das custódias.
Zenil Drumond OAB/TO 6494
Igor B Pereira OAB/TO 13378
Thiago Barbosa OAB/TO 8321
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