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Polícia Federal aponta que Wanderlei Barbosa tem chácara em região turística que virou alvo de disputa entre Goiás e Tocantins

Propriedade está no nome de outra pessoa, mas a polícia encontrou casa decorada com fotos e objetos pessoais de Wanderlei Barbosa e Karynne Sotero. Chácara fica na zona rural do distrito de Campo Alegre, em Paranã.

14/11/2025 08h06
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins
Polícia Federal aponta que Wanderlei Barbosa tem chácara em região turística que virou alvo de disputa entre Goiás e Tocantins

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que autorizou a Operação Nêmeses aponta que o governador afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos), teria uma chácara no distrito de Campo Alegre, em Paranã, no sudeste do Tocantins. A região, que tem potencial turístico, virou alvo de uma disputa entre os governos de Goiás e do Tocantins.

A Operação Nêmeses foi realizada nesta quarta-feira (12) pela Polícia Federal para apurar a possível prática de embaraço às investigações da operação Fames-19 sobre desvio de recursos públicos com a compra de cestas básicas na pandemia.

Foi durante o cumprimento de mandados da Fames-19, em setembro de 2025, que a Polícia Federal descobriu a suposta ligação de Wanderlei Barbosa com a chácara na zona rural de Paranã.

De acordo com a investigação, o imóvel está registrado no nome de Mauro Henrique da Silva Xavier, mas o “proprietário formal” seria o governador afastado. Durante buscas no local, a polícia encontrou a casa decorada com diversas fotos e objetos pessoais de Wanderlei e a primeira-dama Karynne Sotero.

g1 questionou a assessoria do governador afastado e da primeira-dama, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa de Mauro Henrique não foi localizada.

O povoado Campo Alegre, onde está a chácara, fica nas proximidades da área em disputa entre o Tocantins e Goiás. A região conta com diversas trilhas que levam turistas a cachoeiras e outras paisagens impressionantes, como o Complexo Canjica.

A área virou motivo de disputa depois que o governo do Tocantins instalou um portal na região com as frases "Bem-vindo ao Tocantins" e "O turismo começa aqui".

Por meio de uma ação civil, a Procuradoria Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma área de 12,9 mil hectares (129 km²), na divisa entre Paranã e o município de Cavalcante (GO), pertenceria a Goiás. Também pediu que o portal seja retirado, além de outras medidas.

 

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