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Justiça Tocantins

Motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano está há mais de um ano tentando indenização na Justiça

Testemunhas foram indicadas e próxima etapa é a audiência de instrução. Defesa de Antônio Pereira do Nascimento afirmou que ele enfrentou diversos problemas após erro do banco.

26/11/2025 08h12
Por: Notícias 105 Tocantins Fonte: G1 Tocantins
Motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano está há mais de um ano tentando indenização na Justiça

Há mais de um ano tramita na Justiça do Tocantins o processo do motorista Antônio Pereira do Nascimento contra o banco que transferiu para a conta dele mais de R$ 131 milhões por engano. A situação causou diversos prejuízos ao trabalhador, desde financeiros até psicológicos, já que o caso repercutiu de diversas formas na vida do motorista de Palmas

A transferência por engano aconteceu em junho de 2023. Antônio percebeu que uma de suas contas tinha a quantia milionária de R$ 131.870.227,00. Ele avisou que o total transferido para a conta não era dele e que o Bradesco, que efetuou a transferência e onde é correntista há 25 anos, deveria fazer o estorno.

Apesar do dever cumprido ao devolver o que não era dele, Antônio teve que enfrentar problemas na conta que recebeu o dinheiro, já que houve cobrança de tarifas referentes ao montante milionário. Ele também sofreu pressão psicológica do gerente da instituição para fazer a devolução do dinheiro e teve a vida exposta em razão do erro do banco.

g1 pediu posicionamento do banco, que informou que não comenta caso sub judice.

A ação na Justiça começou em julho de 2024, após mais de um ano da transferência errada e das consequências que afetaram a vida do motorista. Em um ano e quatro meses de tramitação na 6ª Vara Cível de Palmas, as testemunhas foram indicadas e agora as partes esperam a audiência de instrução, ainda sem data marcada, de acordo com a defesa de Antônio.

Os advogados querem que ele receba um percentual de 10% do valor que foi encontrado em sua conta bancária e que foi devolvido. O processo tem base no artigo 1.234 do Código Civil, que determina sobre restituição de coisa encontrada.

O valor pedido ultrapassa R$ 13 milhões e, segundo a defesa, não houve nenhuma oferta de acordo por parte da instituição bancária. Apesar do período de tramitação, a defesa afirmou que o processo está avançando dentro dos trâmites previstos (veja nota na íntegra abaixo).

 

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